Ano Novo, Vida Nova… mas


Desde que o mundo é mundo ou, pelo menos, desde que os nossos antepassados festejam a passagem do ano, embora não todos à mesma hora ou no mesmo dia, dependendo dos fusos, ditos horários, e das religiões de cada um, o desabafo para as agruras do ano anterior tem sido sempre aquele conjunto de palavras que, actualmente, são mais um simpático pró-forma: “Ano Novo, Vida Nova”.

Com um ou outro sobressalto anual, até final de 2019 era isso mesmo: mais um novo ano e quanto à vida nova, sempre tinha havido algo de bom ou mesmo muito bom, para se poder dizer que ‘não foi um ano mau…’

No cruzar de 2020 para 2021, as mesmas palavras foram proferidas inúmeras vezes, mas apenas deu certo o “Ano Novo”, porque a “Vida Nova” foi de mal a pior, mesmo com todos os ‘bombons’, esforços e oxigénio que nos eram permitidos.

Há alguns dias, voltámos, cheios de esperança, a repetir o “Ano Novo, Vida Nova”. Entrámos em 2022.

Desta vez com mais esperança e fé, com aquele olhar optimista de quem já vê alguma luz ao fundo do túnel. Todavia, ainda com o pé atrás, como se costuma dizer. O diabólico ‘passarão’ negro, seja chinês ou sul-africano, a tal Covid-19 e sua prole, continua a sobrevoar-nos, sempre à espera de um erro.

No entanto, há forte esperança na retoma turístico-económica, há algum optimismo quanto à procura/oferta, há um querer misto de impotência e um vamos para a frente. Temos de vencer, embora vá custar, mas que não se desanime.

Certamente que, nesta altura, os ‘negacionistas’, que estão no seu direito de o serem, embora os considere idiotas – quiçá, devotos adoradores da Covid -, tudo façam para contrariar os bons resultados que temos (nós e os outros, claro) alcançado na luta contra o vírus.

Que seja! Recorde-se que antes de nós, outros, os nossos antepassados, já tiveram pragas semelhantes ou piores, mas lutaram e o resultado é que ainda estamos cá, não desanimamos, porque o caminho é para a frente!

Haja optimismo, garra, vontade de vencer e prontidão em ajudar (desinteressadamente) os outros, para que a tal “Vida Nova” seja um rejuvenescer cada vez mais forte, mais humano e com mais sabedoria.

Vamos vencer! Que 2022 seja um Novo Ano e que nos ofereça uma Vida Nova.

Luís de Magalhães  

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