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O fenómeno da superlotação turística é uma realidade em Amesterdão. Tanto assim que a Holanda criticou o turismo de massa e optou por deixar de promover turisticamente o país.

Para conter mesmo essa situação, as entidades ligadas ao turismo da cidade, com a ajuda de mais de 200 empresários do sector, colaboram, lançaram um guia “anti-turismo” com experiências alternativas para turistas e residentes e assim promoverem o turismo activo.

Conites como ‘dê um passeio pelos canais de Amesterdão numa das barcaças que navegaram pelo Mediterrâneo transbordando de imigrantes’, ‘case com um ou uma residente com lua de mel incluída, em que se exploram as partes menos conhecidas da cidade’, ou fazer um piquenique para fazer amigos holandeses,  evitam a superlotação da cidade, e são algumas das propostas lançadas pela plataforma, cujas iniciativas já chegaram até ao Lonely Planet.

Elena Simons, uma das fundadoras desta iniciativa, salienta que o objectivo do movimento é que os turistas não sejam passivos ao que vêem, mas contribuam com algo activo para a cidade e seu povo, e por que não até tornar o mundo num lugar melhor.

Outras actividades também incluem levá-los a um espaço onde nazistas, comunistas e judeus falam sobre a mesma época passada ou ouvir histórias como a de um refugiado que lutou contra a burocracia do sistema de imigração holandês em um navio que navegou pelo Mediterrâneo.

Essas ‘rotas’ alternativas fornecem alívio para residentes e turistas que sofrem com a superlotação. De facto, no ano passado (2018) foram alcançados 18 milhões de visitantes e espera-se que, em 2030, sejam atingidos os 24 milhões.

A situação na capital da Holanda é tão séria que o conselho da cidade também proibiu visitas turísticas ao Distrito da Luz Vermelha e obrigou o encerramento do mais antigo mercado flutuante de flores da cidade.