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A afluência de turistas ao Algarve este verão está a registar quebras, embora pouco significativas, havendo uma tendência para a procura não se concentrar apenas na época alta.

As elevadas temperaturas nos principais mercados emissores e o ressurgimento da procura em outros países da bacia do Mediterrâneo podem explicar a quebra, embora os dados relativos ao primeiro semestre deste ano indiquem que o desempenho turístico do Algarve está em linha com o ano anterior.

Segundo o presidente da maior associação hoteleira da região, a Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Elidérico Viegas, a ocupação este ano está ao nível da que se registou no ano passado, embora com uma tendência para estabilização ou ligeira descida, já que a ocupação média por quarto se situou, em 2018, nos “85% em julho e 95% em agosto”.

No entanto, as expectativas para este agosto apontam para uma diminuição nas reservas, que estão, assim, a um nível inferior face a 2018, sobretudo dos mercados holandês, alemão e francês.

Em sentido inverso, verifica-se um bom desempenh” nos mercados espanhol, português e do Reino Unido, e embora para os próximos meses as reservas estejam abaixo do ano passado, ainda pode haver reservas de última hora, que é o que se tem vindo a verificar mês após mês.

Elidérico Viegas, da AHETA, atesta a subida do mercado britânico, que em 2017 e 2018 tinha caído 8,5% e 6%, respetivamente, e que volta este ano a apresentar uma ligeira subida, contribuindo para esbater a quebra de outros mercados.