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No seguimento da greve de pilotos da SAS, ocorrida em abril e maio deste ano, a qual afectou mais de 370.000 passageiros, a companhia aérea da Escandinávia recusou o pagamento de compensações alegando que se trata de uma circunstância extraordinária.

A discorda da posição da companhia aérea escandinava e espera que uma decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) confirme novamente que as greves de pessoal são elegíveis para receber compensações.

A AirHelp, especialista em compensações por atrasos em voos, submeteu casos aos tribunais dinamarqueses e suecos, mas prevê que, tendo em conta declarações do CEO da SAS, a companhia só irá considerar decisões do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE). Para resolver o problema e clarificar os direitos dos passageiros relativamente a greves de pessoal das companhias áreas, a AirHelp aguarda que os tribunais nacionais remetam a questão para o TJUE.

A AirHelp tem uma interpretação muito clara, que considera as greves de pessoal das companhias elegíveis para receber compensações. A empresa de defesa dos direitos dos consumidores apoia-se numa decisão anterior do TJUE, em abril de 2018, contra a companhia TUI fly, a qual é vinculativa a todos os estados membros da UE. O tribunal afirmou claramente que as greves não devem ser consideradas um evento extraordinário e, por isso, as companhias devem pagar compensações.

Recorde-se que a greve de pilotos da SAS durou uma semana, originando cerca de 4000 voos cancelados e com atraso, entre 26 de abril e 03 de maio de 2019. Afectou mais de 370.000 passageiros, que podem ser elegíveis a receber compensações de até 600 euros por pessoa.