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A companhia aérea francesa Aigle Azur informou que não tem mais condições de pagar fornecedores e funcionários e, consequentemente, irá entrar em recuperação judicial.

Apesar da situação financeira grave, os voos irão continuar, quando já estava com o cancelamento programado a partir desta data.

Quando a empresa entrar em recuperação judicial todas as dívidas até à data serão congeladas, sendo proibido tomar bens ou interromper serviços devido ao não pagamento destas dívidas.

Caso a Recuperação Judicial não resulte, a Aigle Azur será a quarta companhia aérea a fechar as portas neste ano, após a indiana Jet Airways, a Avianca Brasil e a Avianca Argentina.

Curiosamente, também seria a primeira aérea com participação de David Neeleman a fechar as portas. Porém, o empresário brasileiro que fundou a WestJet, JetBlue e a Azul e que detém 32% da empresa francesa, já  ameaçou tomar medidas legais contra o outro accionista que assumiu o controle da companhia,

Entretanto, uma nova liderança assumiu o controle da Aigle Azur sem a aprovação dos accionistas. A existência de grande tensão entre o seu agora ex-presidente Frantz Yvelin e accionistas, a companhia foi assumida por Gérard Houa, accionista da Lu Azur, e que detém 19% do capital da Aigle Azur.

Gérard Houa é presidente da Fondation France Chine, uma plataforma de diálogo entre líderes franceses e chineses, e também representante do conglomerado chinês HNA Group, que detém 49% da Aigle, ao lado de David Neeleman e de Houa.

Recorde-se que Frantz Yvelin foi abruptamente demitido na manhã de segunda-feira, 26 de agosto, juntamente com outros três executivos.

Num comunicado assinado pelos dois novos líderes pode ler-se que Gérard Houa agora detém a presidência da Aigle Azur e Philippe Bohn o cargo de director geral. O mesmo documento salienta ainda que os erros estratégicos dos últimos dois anos devem parar, e critica a liderança de Yvelin, que assumiu o comando em setembro de 2017.