Início B4 AHRESP: Restauração no limite de sobrevivência e contínuos despedimentos

AHRESP: Restauração no limite de sobrevivência e contínuos despedimentos

Um inquérito realizado durante o mês de Janeiro pela AHRESP revela contínuos despedimentos e empresas dos sectores que representa, no limite de sobrevivência.

Assim, a Associação alerta que, decorrido cerca de um mês deste novo encerramento obrigatório da restauração e similares, bem como a suspensão da actividade do alojamento turístico por ausência de procura, é urgente o reforço imediato dos apoios a fundo perdido.

– “A situação de extrema fragilidade que a pandemia Covid-19 tem vindo a provocar ao longo dos últimos 11 meses nas actividades da restauração, similares e do alojamento turístico está a deixar milhares de empresas e muitos milhares de postos de trabalho sem qualquer viabilidade”, indicou a AHRESP.

Os resultados do inquérito do mês de Janeiro, que contou com 1.042 respostas válidas, avançam, no que diz respeito à restauração e similares, que 51% das empresas no país indicam estar com a actividade totalmente encerrada, enquanto outras (36%) ponderam avançar para a insolvência, uma vez que as receitas realizadas e previstas não permitirão suportar todos os encargos que decorrem do normal funcionamento da sua actividade.

Das empresas inquiridas, a quebra de facturação do mês de Janeiro foi avassaladora, tendo 79% respondido que registaram perdas acima dos 60%.Também, como consequência da forte redução de facturação, 18% das empresas não conseguiram efectuar o pagamento dos salários no mês em análise, e 18% só o fez parcialmente.

Perante esta realidade, 44% das empresas já tiveram de efectuar despedimentos desde o início da pandemia. Destas, 19% reduziram em mais de 50% os postos de trabalho a seu cargo, e 19% assumem que não vão conseguir manter todos os postos de trabalho até ao final do primeiro trimestre de 2021.

No que respeita aos apoios à manutenção dos postos de trabalho, 25% dos inquiridos não apresentaram candidatura ao layoff simplificado, e destas, 14% indicaram como motivo a possibilidade de poderem efectuar despedimentos.

O inquérito da AHRESP refere ainda que, em relação aos novos programas de apoio a fundo perdido, muitas empresas vão ficar de fora: 38% não apresentaram candidatura ao Apoiar.PT, das quais 67% não cumprem com os requisitos de acesso, enquanto ao recentemente disponibilizado Apoiar Rendas, 35% das empresas da restauração e similares indicaram estar excluídas, das quais 27% registam quebras inferiores a 25% e 17% têm capitais próprios negativos.



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