AHRESP: 53.000 postos de trabalho destruídos

A AHRESP-Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal anunciou que nos últimos seis meses foram destruídos quase 53.000 postos de trabalho no sector, o que representa uma quebra acumulada de 17,5% nos últimos dois trimestres.

AHRESP-LogoRecorde-se que o INE-Instituto Nacional de Estatística divulgou na passada quarta-feira que a taxa de desemprego aumentou 0,2 pontos percentuais em cadeia no primeiro trimestre deste ano face ao anterior, fixando-se nos 13,7%. Nesse trimestre, a taxa de desemprego já havia registado um acréscimo trimestral de 0,4 pontos percentuais.

Depois desta divulgação, a AHRESP solicitou ao INE os números relativos ao sector e verificou que, depois de no último trimestre do ano passado terem sido destruídos cerca de 29.400 postos de trabalho, também no primeiro trimestre deste ano houve uma nova queda, e semelhante, nos postos de trabalho.

Para a associação que representa o sector, a carga fiscal, nomeadamente no que diz respeito ao IVA na restauração, que aumentou de 13% para 23% em 2012, é a principal causa para que as empresas do sector não consigam manter os postos de trabalho.

Segundo a AHRESP, a taxa de IVA em Portugal é a mais elevada da zona euro, considerando que “o aumento de 77% do IVA em 2012 colocou Portugal muito acima da média da União Monetária e Financeira,que é de 13,6%, -retirando competitividade ao país, face a outros como a Holanda (6%), a Irlanda (9%), Espanha (10%), França (10%), Itália (10%) e Grécia (13%)”.

A AHRESP chama a atenção para o facto de que sem trabalhadores não é possível garantir a qualidade de serviço ao sector do turismo e que sem turismo a economia nacional não cresce, apontando que sem a hotelaria e a restauração o contributo do turismo para o Produto Interno Nacional (PIB) descia de 10% para 5,6%.