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AHP não aceita mais dificuldades na operação hoteleira

A AHP considera que a exigência do certificado Covid da UE ou de testes para entrar em alojamentos hoteleiros gera dificuldades na operação hoteleira, mas diz que são um mal menor por garantirem maior segurança aos turistas

A Associação da Hotelaria de Portugal defende que as medidas anunciadas pelo Governo de alargar a utilização do certificado digital covid ou do teste negativo para o acesso aos empreendimentos turísticos permitirão maior mobilidade dos cidadãos, sem comprometer a segurança e a saúde pública. Mas critica o timing.

Em comunicado, a AHP sublinha, no entanto, que, mais uma vez, o anúncio destas medidas, que trazem claro agravamento da operação no caso do alojamento turístico, não pode ser feito na véspera da sua entrada em vigor,

Assim, Raul Martins, lamenta que no caso do alojamento, estas medidas que são novas e inesperadas, não tenham sido anunciadas com tempo para a sua preparação. Embora venham a entrar na normalidade no futuro, já o percebemos, há que cuidar, em primeiro lugar, de garantir que os estabelecimentos estão preparados para a sua aplicação, posto que tal exige uma logística que tem de ser montada. Não apenas temos de perceber como é feito o registo da prova dos testes, como, caso dos nossos hóspedes não virem munidos de teste ou certificado, onde e como é feito o auto-teste, adquiri-los e disponibilizar um funcionário para verificar a auto-testagem. E os estabelecimentos são distintos e as condições que reúnem não são iguais.

O presidente da AHP refere ainda, citado no comunicado que ainda há muitas dúvidas e deveria haver tempo para estudar o novo regime e esclarecê-las, acrescentando que espera-se, ao menos, que sejam medidas que se mantenham sem alterações, porque se vamos agora adquirir testes em grande quantidade é para que possam servir de facto para garantir liberdade de circulação e segurança não só aos nossos turistas, mas também aos empresários e colaboradores da hotelaria. São a alternativa possível a um ainda mais duro encerramento.

Raul Martins espera que estas medidas venham a ser o prenúncio da abertura de todas as actividades de animação, cultura e eventos corporativos e outros, que têm estado totalmente parados e que são parte fundamental da oferta turística.



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