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A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) considera que o desempenho da actividade turística está em linha com as próprias projeções mundiais, após “saltos extraordinários”, e que o preço, com o emergir de novos mercados, tem margem para subir.

Siza Vieira, lembrou que o abrandamento do crescimento do número de dormidas de turistas em Portugal não é nada que não decorra da existência anterior de saltos de crescimento brutais.

A presidente executiva da AHP disse que em Portugal, em 2018, o crescimento foi de 3,4% em termos de hóspedes estrangeiros, 15 milhões, num total de quase 25 milhões nos estabelecimentos hoteleiros, o que significa que o país não se desviou daquilo que era o padrão internacional.

Este ano, dados até maio divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, em 15 de julho, indicam que o número de turistas em Portugal continua a crescer, mas a um ritmo mais moderado. Nos primeiros cinco meses do ano registou-se uma subida de 4,1% nas dormidas totais, com contributos positivos quer dos residentes (7,1%), quer dos não residentes (3%).

Cristina Siza Vieira, abordando os dados Hotel Monitor da AHP, relativamente a maio, lembra que se vinha a assistir ao tal abrandamento do crescimento da taxa de ocupação, também por terem existido antes saltos muito grandes, e que relativamente ao preço e ao REvPar (rendimento por quarto disponível) também já não se está a assistir a crescimentos tão acentuados.

A expectativa para este ano, e próximos, acrescentou, é de um crescimento importante do mercado brasileiro, que tem a vantagem – tal como o americano – de ser um mercado que escolhe bastante a hotelaria de mais alta gama, o que puxa o preço.