Início Destaques AHP: “É esmagador, é impossível manter um negócio assim”

AHP: “É esmagador, é impossível manter um negócio assim”

Avaliando os resultados do inquérito “Impacto da covid-19 na Hotelaria – 4.ª fase – Balanço do Verão / Perspectivas Outono”, que o Opção Turismo já divulgou, pode-se concluir que 40% dos associados da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) abriram portas, no período em análise, mas pelo menos 30% do total dos quartos ficaram encerrados.

A verdade é que ninguém ficou, basicamente, aberto a 100%, revelou a presidente executiva da AHP, Cristina Siza Vieira.

No que concerne às previsões de ocupação para os meses de Outubro, Novembro e Dezembro, as previsões apontam para as seguintes taxas de ocupação:

Norte – taxas de 26%, 20% e 21%, respectivamente;

Algarve –  taxas de 24%, 13% e 9%, respectivamente;

Centro – taxas de 23%, 13% e 11%, respectivamente;

Área Metropolitana de Lisboa –  15%, 10% e 9%, respectivamente;

Alentejo –  taxas de 33%, 12% e 12%, respectivamente;

Açores – 13%, 7% e 7%, respectivamente;

Madeira – 24%, 17% e 15%, respectivamente.

A verificarem-se estas taxas, a CEO da AHP apenas comenta que é esmagador, é impossível manter um negócio assim.

A terminar os considerandos sobre os resultados do inquérito “Impacto da covid-19 na Hotelaria – 4.ª fase – Balanço do Verão / Perspectivas Outono”, Cristina Siza Vieira considera que a mudança mais significativa de paradigma na hotelaria se prende com o facto de, neste momento, a grande maioria das reservas serem reembolsáveis em caso de cancelamento, o que antes não acontecia, com 60% dos inquiridos a admitir ter entre 90% a 100% das reservas para os meses de Outubro a Dezembro reembolsáveis.

Alentejo é a exceção, com cerca de 60% de reservas reembolsáveis naquele período, finalizou a presidente executiva da AHP.



Mais notícias em OPÇÃO TURISMO Siga-nos no FaceBook , Instabram ou no Twitter