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A Associação de Directores de Hotéis de Portugal (ADHP) está contra a aplicação de uma taxa turística sobre as dormidas no concelho de Évora, sendo que uma das razões apontadas será o de que “não tem vantagens”.

Temos uma posição contra a introdução da taxa turística no concelho, porque não se encontram vantagens, por várias razões, afirmou delegado regional do Alentejo da ADHP, Miguel Breyner, director do Évora Hotel. Afirmações proferidas no âmbito da primeira reunião de auscultação de empresários e associações sobre a eventual criação da taxa turística no concelho, que decorreu esta semana, promovida pelo município.

Considerando que a entrada agora em vigor da taxa pode ser “uma decisão errada”, Miguel Breyner salientou que existem actualmente sinais de abrandamento da procura turística, pelo facto de Évora não ser ainda um destino turístico consolidado, como Lisboa e Porto.

Tem pouca maturidade e encontra-se numa fase de desenvolvimento e a caminhar para atingir esse patamar, explicou Miguel Breyner acrescentando que a taxa de ocupação de Évora ronda os 53% e que o RevPar tem valores muito inferiores a outros destinos.

O delegado da ADHP também observou que um dos mais importantes segmentos do mercado turístico em Évora é o de grupo, que é muito sensível ao preço.

Se aplicarmos esta taxa turística, a tendência será os operadores mudarem os grupos para outras regiões que não tenham esta taxa, inclusivamente para os nossos vizinhos de Badajoz.

Segundo a câmara municipal, a taxa turística sobre as dormidas está a ser estudada, mas ainda nada foi deliberado, prevendo-se diversas reuniões sobre esta temática.