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Lisboa, 11 de Junho – A segunda edição da Rota do Atum, que decorreu entre 4 e 9 de Junho, em Porto Santo, veio provar que a Gastronomia pode e deve ser usada como uma ferramenta de atracção de turistas e divulgação de destino.

Segundo Bruno Martins, director-geral do Vila Baleira Resort, unidade que organiza este festival, este ano a adesão foi substancialmente superior à do ano passado. E isto sem ainda ter os dados dos restaurantes aderentes. Eu não estive presente na primeira edição e estive apenas em três dias do festival. Mas o que vi foi uma sala cheia, todos os dias, ao jantar. O que vi foi workshops com uma adesão de dezenas de pessoas. Que emitiam opiniões, faziam perguntas e não se coibiam de provar o resultado final.

Esta foi apenas a segunda edição da Rota do Atum. Mas o que vi e as impressões que me foram transmitidas é de que esta é uma boa forma de por Porto Santo no mapa. Porque conseguiu atrair não só portugueses do Continente, mas também madeirenses e inclusive estrangeiros.

Se há coisas a melhorar? Claro que sim. Desde logo uma melhor dimensão da sala e da cozinha. Que teve impacto directo no serviço. A participação superou as expectativas. O que, aliado à tradicional dificuldade de angariar recursos humanos – mesmo recorrendo a alunos das Escolas de Turismo – prejudicou, em parte, os jantares e fez com que as atenções se virassem para a demora entre pratos e não para a comida em si. O que é uma pena porque foram servidas verdadeiras delícias.

A organizações equaciona, no próximo ano, “espalhar” os jantares por outros espaços que não apenas o restaurante Dunas do Vila Baleira Resort. Essa poderá ser uma solução. Principalmente se a adesão dos comensais for, no mínimo, semelhante à deste ano.