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O reencontro do turismo

Dois anos depois, centenas de empresários e representantes de entidades ligadas ao turismo voltam a reencontrar-se frente a frente para debater as maiores preocupações e tendências do setor. No primeiro dia do 46º Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), realizado na cidade de Aveiro, o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa apelou à serenidade e à capacidade de reconstrução dos empresários. “Mais do que a capacidade de sobreviver, de inventar soluções, os nossos empresários conseguiram reconstruir-se. Entre julho e novembro, o turismo ressurgiu. O investimento cresceu mais do que em 2019 e o desemprego está baixo, quando comparado a níveis internacionais”, sublinhou Marcelo Rebelo de Sousa.  A procura interna sobe rapidamente sempre que tem oportunidade.

Num tom otimista mas atento às preocupações do turismo, o presidente recordou que desde o ano passado visitou inúmeras regiões do país, tendo verificado a cada desconfinamento e a cada passo atrás, a imprevisibilidade de sonharem o futuro e ainda assim mantiveram a capacidade das empresas aguentarem os seus negócios, de se recriarem, com custos reduzidos. “Foi uma luta constante”, frisou. Ainda de acordo com o presidente, “a economia portuguesa crescer 4,2% no terceiro trimestre do ano e de verá chegar ao final do ano com uma subida de 4,8%, um dos mais significativos da União Europeia. Estes números deverão atingir os 5,8% no próximo ano.”

O agravamento da pandemia não deixa, no entanto, o presidente em alerta uma vez que o país está hoje na linha da frente e é um dos países do mundo com maior taxa de vacinação, já na terceira toma da vacina e a pensar em avançar com a vacinação das crianças. “A nova variante está a ser estudada. Exige alguma preocupação mas devemos afastar qualquer alarmismo. Não podemos entrar em alarmismos quando é preciso ter serenidade”, alerta Marcelo Rebelo de Sousa.

Em resposta aos alertas deixados pelo presidente da APAVT, Marcelo Rebelo de Sousa mostrou-se solidário com o setor do turismo e as suas preocupações, defendendo a necessidade de se criarem apoios na transição após o fim das moratórias para que o processo não seja traumático até Março do próximo ano. “A economia portuguesa não se faz de diminuir mas sim de somar”, defendeu.

Quanto ao impacto da dissolução do Governo e a convocação de novas eleições marcadas para janeiro de 2022, o presidente minimizou este impacto confidenciando que foi mil vezes mais complexo decretar o estado de emergência, que afetava a vida das pessoas e das empresas, do que decretar o fim do atual governo. “Um aspeto positivo das próximas eleições é A convocação de novas eleições trouxe a oportunidade de esclarecer inúmeras questões. Tenho a convicção de que a formação do novo Governo e a aprovação do Orçamento de Estado serão suficientemente rápidas, muito antes do primeiro semestre do próximo ano.

Marcelo apela a uma decisão rápida sobre aeroporto

“É importante existir uma decisão sobre o novo aeroporto. Tome-se uma decisão e que seja em 2022. O país não aguenta tantos tacitismos. Também é claro que é preciso apostar na ferrovia, em particular nas ligações de alta velocidade. Sonhar com um hub forte em Portugal implica também ter uma TAP forte, mesmo passando por uma reforma da companhia. Os candidatos devem ser claros antes das eleições sobre a sua posição sobre estes assuntos”, defendeu.



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