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O encontro do passado com o presente

A Herdade da Mingorra decidiu relembrar a sua história. Ou seja, vamos falar de Henrique Uva e da sua chegada ao Alentejo, há mais de trinta anos atrás, em busca das perdizes mais bravas da região.

Mas o calcorrear por vales e montes, como se costuma dizer, apaixonou-o por aquela região. A agricultura estava também no seu DNA e acabou por comprar uma herdade na região que já possuía vinha. Mais concretamente, a hoje renascida Mingorra, uma sólida herdade agrícola e também uma adega que produz vinhos sérios e com carácter.

Uma história que decidiu, aos poucos e poucos, recordar e afirmar, agora com a ajuda das suas quatro filhas: Sofia, Vera, Marta e Maria.

Nas terras quentes do Baixo Alentejo, a escassos quilómetros da cidade de Beja, existe uma das mais antigas culturas vitícolas da região.

São vinhas com décadas de história que Henrique Uva preserva e rentabiliza há anos e as quais sempre quis valorizar como produtor independente.

O seu sonho concretizou-se em 2004 com o projecto a dar pelo nome de Henrique Uva / Herdade da Mingorra, que conta desde o primeiro dia com o Eng. Pedro Hipólito, na Enologia e uma das maiores referências nacionais.

A Adega está devidamente enquadrada nos 1.400 hectares de uma paisagem que chega a ser exuberante, pela diversidade de culturas e fauna, reforçada por bacias hidrográficas a funcionarem como autênticos oásis.

Assumindo-se como um autêntico lugar de culto é, no entanto, um espaço onde a modernidade e a funcionalidade convivem, de forma indelével, com as técnicas mais tradicionais.

Actualmente, para além dos 175 hectares de vinha, a herdade conta também com 110 hectares de olival e 200 hectares de uma nova cultura, o amendoal. Culturas que se mesclam numa paisagem muito diversificada.

Quanto ao Enoturismo na Herdade da Mingorra, é um novo projecto que tem vindo a ser desenvolvido, contando já com várias experiências interessantes em casa do produtor, para que o visitante possa conhecer a intimidade de uma família produtora de vinhos no Alentejo.

O fruto do trabalho de uma equipa dinâmica, empreendedora e criativa, liderada pelo enólogo Pedro Hipólito, só podia resultar em vinhos de grande qualidade, consistentes, alguns deles até inovadores e com uma excelente relação qualidade/preço.

A excelência da cultura vitícola, bem como as condições estruturais e humanas do projecto, têm constituído o segredo do sucesso.

Os vinhos têm sido alvo da unanimidade dos críticos no que concerne à sua qualidade. Um resultado que também se traduz num aumento nas vendas, tanto a nível nacional como nos mercados de exportação.

Resumindo, na Herdade da Mingorra, o futuro é encarado com muito orgulho e optimismo mas também com redobrada responsabilidade em produtos de excelência.

Ainda no que diz respeito à Herdade da Mingorra, os registos comprovam que na propriedade há vinhas plantadas há mais de 40 anos.

Para o fundador da Herdade da Mingorra, Henrique Uva, tem vindo a ser feito um enorme esforço na manutenção da vinha, não descurando a necessária adaptação e reestruturação, consentânea com as exigências actuais. Por essa mesma razão, apostamos tanto em castas autóctones como em castas internacionais, de forma a obter vinhos alentejanos modernos, adaptados ao mercado actual, respeitando sempre o caracter dos vinhos da região.

Escolhas da semana

A escolha desta da semana são da responsabilidade do enólogo Pedro Hipólito, que seleccionou para esta apresentação, o Mingorra Reserva Tinto 2016 e o Mingorra Colheita Branco 2020.

Para o enólogo, o Mingorra Reserva Tinto 2016 é precisamente o resultado da verdadeira filosofia da herdade: o encontro do passado com o presente.

A reconversão de algumas das mais antigas vinhas da Herdade da Mingorra com castas de referência, faz deste vinho uma marca da nossa evolução e do trabalho que temos vindo a fazer.

Produzido com as castas Alfrocheiro, Alicante Bouschet, Syrah e Touriga Nacional e um estágio de doze meses em barricas de carvalho francês, este vinho Reserva tem cor intensa, aroma a frutos maduros, com notas de chocolate preto e folha de tabaco, sabor concentrado, complexo e persistente.

Quanto ao Mingorra Colheita Branco 2020, é produzido com as castas Antão Vaz e Verdelho. Apresenta cor amarela citrina, aroma intenso a frutos tropicais e frescura equilibrada.

Características do Mingorra Tinto Reserva 2016

Enólogo:
Pedro Hipólito

Classificação:
Vinho Regional Alentejano

Castas:
Alfrocheiro, Alicante Bouschet, Syrah, Touriga Nacional

Vinificação:
Ligeira maceração a frio; fermentação tradicional de curtimenta em lagares com temperatura de fermentação controlada a 26ºC; 12 meses de estágio em madeira de carvalho francês.

Longevidade prevista:
5 a 7 anos

Análises:
Teor de álcool: 14,0% vol.
Acidez Total: 5,7g/L
pH: 3,54

Serviço:
Deve ser servido a 18ºC, como acompanhamento de pratos de carnes grelhadas, assadas e queijos; deve ser decantado antes de ser servido.

Conservação:
Garrafas deitadas em local arejado e escuro, entre 12 e 13ºC e 60% de humidade relativa.

Apresenta cor intensa, aroma a frutos maduros, com notas de chocolate preto e folha de tabaco, sabor concentrado, complexo e persistente.

Características do Mingorra Colheita Branco 2020

Enólogo:
Pedro Hipólito

Classificação:
Vinho Regional Alentejano

Vinificação:
Fermentação em cubas de inox com controlo de temperatura a 16ºC, seguido de batonnage durante 3 meses.

Longevidade prevista:
2 a 3 anos

Análises:
Teor de álcool: 12,5% vol.
Acidez total: 5,48 g/L
pH: 3,48

Serviço:
Deve ser servido a 10ºC, a acompanhar pratos de peixe e frutos do mar.

Conservação:
Garrafas deitadas em local arejado e escuro, entre 12 e 13ºC e 60% de humidade relativa.

Apresenta cor amarela citrina, aroma intenso a frutos tropicais, grande volume de boca e frescura equilibrada.

Esta rubrica tem o apoio da empresa



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