Início B1 300 milhões de euros da Europa para ajudar o Algarve

300 milhões de euros da Europa para ajudar o Algarve

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Do total do montante reservado pela União Europeia a Portugal, 300 milhões destinam-se à recuperação da economia algarvia, com enfoque no turismo. O sector já reagiu e diz que este apoio é insuficiente.

Destacando que este acordo europeu surge numa altura em que Portugal luta para continuar a conter a pandemia, para manter vivas as empresas, os postos de trabalho e os rendimentos das famílias, o Primeiro-Ministro, António Costa, disse que é necessário dar energia suplementar ao país.

E foi nesse âmbito que anunciou um programa específico para a região do Algarve, suportado por 300 milhões de euros adicionais na área da Coesão, e que visa apoiar a diversificação da sua economia, melhorar infraestruturas e fazer investimentos necessários no sector da saúde.

– A crise que estamos a atravessar tem atingido particularmente o turismo, o que tem significado um sacrifício muito particular para a região do Algarve, sendo aliás aquela onde o desemprego tem subido de forma mais dramática, e é uma região que, sendo de transição, já há vários anos que tem uma dotação de fundos inferior a outras regiões, justificou António Costa.

No entanto, o presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) já veio a público dizer que a verba de 300 milhões de euros destinada à região através de fundos da União Europeia, devido à quebra do turismo, é manifestamente insuficiente.

– Parece-me uma verba manifestamente insuficiente face à dimensão dos problemas que a região atravessa, disse à Lusa Elidérico Viegas, argumentando que não é suficiente para os investimentos públicos que são necessários fazer e para apoiar as empresas.

Apesar de considerar que o plano específico para a região é uma medida acertada, o presidente da AHETA lembra que esta é a zona do país mais afectada económica e socialmente e que a verba de 300 milhões de euros representa menos de 0,7% do total aprovado para o país. Penso que o Algarve tem de ser dotado de acordo com o seu contributo para a riqueza do país, defendeu.

Segundo o responsável, as quebras no sector são enormíssimas, tendo rondado os 100% em Abril e Maio e os 90% em Junho. É expectável que o mês de Julho termine com quebras na ordem dos 60%.

Em Agosto, a estimativa é de que o sector sofra uma quebra de 50%, que começará depois a aumentar a partir de Setembro, com quebras de 60% a 70%. A partir de Outubro esses valores deverão ser na ordem dos 90%.



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