A procura mundial por transporte aéreo de passageiros diminuiu 0,8% em agosto, face ao mesmo mês de 2025, segundo os dados mais recentes da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). A evolução foi condicionada sobretudo pela quebra registada no tráfego das companhias aéreas do Oriente Médio.
Excluindo esta região, a procura global teria registado um crescimento homólogo de 0,6%. No conjunto do mercado, a capacidade aumentou 0,3%, enquanto o fator de ocupação recuou 0,9 pontos percentuais, para 85,1%.
As companhias aéreas do Oriente Médio registaram uma redução de 14,2% na procura internacional em agosto, acompanhada por uma diminuição de 9% na capacidade. O fator de ocupação fixou-se nos 79,1%.
A quebra regional acabou por pesar no resultado global, num contexto de instabilidade geopolítica que continua a afetar a conectividade aérea.
Na Europa, a procura internacional aumentou 2,1% em agosto. O corredor Europa-Ásia destacou-se com uma subida de 12,2%, enquanto as ligações transatlânticas registaram uma diminuição de 2,4%.
A América Latina e África apresentaram os maiores crescimentos entre as regiões analisadas, ambos de 6,7%. Já a América do Norte registou uma quebra de 1,7% na procura.
Na região Ásia-Pacífico, a procura recuou ligeiramente, 0,1%, influenciada sobretudo pela redução de 2% nas viagens intra-regionais.
A procura por voos domésticos a nível mundial caiu 0,5% em agosto. Entre os principais mercados, a Índia registou uma redução de 7,5%, enquanto a China apresentou um crescimento de 5,8%.
No Brasil, a procura doméstica aumentou 4,3%, mas a capacidade cresceu a um ritmo superior, de 8%, levando o fator de ocupação a cair 2,9 pontos percentuais, para 82,1%.
A IATA assinala que a evolução dos próximos meses deverá permitir perceber até que ponto a redução do poder de compra dos viajantes e a instabilidade geopolítica poderão continuar a condicionar a procura. Para outubro, a associação prevê um crescimento de 2% na oferta global de lugares.





