Açores mantêm quebra nas dormidas pelo 11.º mês consecutivo

0

Os Açores registaram em agosto o 11.º mês consecutivo de redução homóloga das dormidas turísticas, com os estabelecimentos de alojamento da região a contabilizarem 695,3 mil dormidas, menos 2,6% do que no mesmo mês de 2025, segundo os dados preliminares divulgados pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA).

A tendência mantém-se também no balanço dos primeiros oito meses do ano. Entre janeiro e agosto, o arquipélago recebeu 3,2 milhões de dormidas, uma redução de 3,1% face ao período homólogo, enquanto o número de hóspedes caiu 3,4%, para 951,7 mil.

Em agosto, passaram pelos alojamentos turísticos açorianos 190,9 mil hóspedes, menos 4,9% do que um ano antes. A estada média, contudo, aumentou 2,4%, para 3,64 noites.

O mercado internacional continua a representar a maior fatia da procura turística dos Açores, concentrando 82% das dormidas de agosto. Os visitantes residentes no estrangeiro geraram 570,3 mil dormidas, ainda assim menos 1,8% do que no mesmo mês de 2025.

A procura nacional apresentou uma redução mais expressiva, com 125 mil dormidas e uma quebra homóloga de 6,1%.

Espanha foi o principal mercado emissor em agosto, com 90,9 mil dormidas. A Alemanha ficou em segundo lugar, com 83,2 mil, registando um crescimento de 2%, enquanto os Estados Unidos ocuparam a terceira posição, com 82,1 mil dormidas e uma subida de 19%.

Entre os principais mercados, Espanha registou uma das maiores quedas, de 21,4%, acompanhada pelo Reino Unido, que recuou 16,8%. O Brasil apresentou uma diminuição ainda mais acentuada, de 26,4%.

Em sentido contrário, destacaram-se os crescimentos do Canadá, com 68,4%, de Israel, com 39,4%, e da Ucrânia, com 31%.

O alojamento local foi responsável pela maior parcela das dormidas em agosto, com 338,8 mil, equivalentes a 48,7% do total regional. A hotelaria representou 46,1%, com 320,5 mil dormidas, enquanto o turismo no espaço rural ficou com 5,2%, correspondentes a 36 mil.

A hotelaria mantém uma trajetória distinta das restantes tipologias e registou, pelo quarto mês consecutivo, um crescimento homólogo, embora ligeiro, de 0,7%. Já as dormidas no alojamento local diminuíram 4,8% e as do turismo no espaço rural recuaram 9,8%.

Na hotelaria, a taxa líquida de ocupação por cama atingiu 76,3%, praticamente em linha com agosto de 2025, enquanto os proveitos totais cresceram 4,5%, para 37 milhões de euros.

No turismo em espaço rural, os proveitos diminuíram 3,9%, para 4,2 milhões de euros, acompanhando uma descida da taxa líquida de ocupação por cama para 58,9%.

São Miguel continua a concentrar a maior parte da atividade turística do arquipélago. Considerando hotelaria e alojamento local, a ilha registou 423,4 mil dormidas em agosto, 64,2% do total regional.

Terceira, Pico e Faial seguiram-se, com 85,9 mil, 56,3 mil e 43,3 mil dormidas, respetivamente.

A evolução foi negativa na maioria das ilhas. Flores e Faial foram as exceções, com crescimentos de 6,7% e 0,4%, respetivamente, enquanto Corvo apresentou a quebra mais acentuada, de 21,9%.

Os dados do SREA mostram assim uma evolução dos Açores distinta da registada no conjunto do país: enquanto as dormidas nacionais cresceram 1,7% em agosto e 1,5% no acumulado de janeiro a agosto, a região mantém-se em terreno negativo.