Lisboa acaba de alcançar o sétimo lugar a nível mundial no Pet-Friendly Nomad Index 2026, consolidando a capital portuguesa como uma das poucas grandes metrópoles globais capazes de combinar uma infraestrutura sólida para o teletrabalho com excelentes condições para os animais de companhia. O estudo, lançado pela empresa Holafly, analisou 25 destinos míticos para o trabalho remoto, avaliando critérios cruciais como o custo dos serviços veterinários, a disponibilidade de áreas caninas e as facilidades no transporte público.
A inclusão da cidade no top 10 ganha especial relevância numa altura em que a mobilidade internacional com animais se tornou um verdadeiro desafio logístico. Se muitos pensavam que a maior dor de cabeça de um nómada digital era encontrar um café com tomadas e bom acesso ao Wi-Fi, a realidade mostra que atravessar uma fronteira na companhia de um cão pode ser bem mais complexo. A circulação de animais de estimação registou um crescimento de até 35% na vizinha Espanha no pós-pandemia, mas as exigências burocráticas, vacinais e de alojamento fora ou nas fronteiras da União Europeia continuam a ser uma barreira expressiva: quase 60% dos tutores admitem já ter cancelado ou adiado viagens por receio de deixar o cão em casa ou por falta de alojamento recetivo.





