As agências de viagens voltam a poder emitir diretamente bilhetes da Cabo Verde Airlines através dos principais sistemas globais de distribuição (GDS), depois de a transportadora cabo-verdiana ter regressado ao Billing and Settlement Plan (BSP) da IATA.
A companhia retoma assim a utilização do seu próprio stock de bilhetes nos sistemas de distribuição, através do código 696, recuperando um canal de venda que estava indisponível há seis anos. A medida permite colocar novamente a oferta da companhia ao alcance das agências acreditadas através das plataformas habitualmente utilizadas na comercialização de transporte aéreo.
O regresso ao sistema surge num momento de reposicionamento comercial da Cabo Verde Airlines, que tem procurado aumentar a sua presença nos mercados internacionais e reforçar a rede de parceiros. A disponibilidade nos GDS permite à transportadora chegar de forma mais direta ao mercado empresarial e às viagens organizadas, além de facilitar a integração dos seus voos em propostas e itinerários comercializados por agentes e operadores.
Entre 2020 e o atual regresso ao BSP, a companhia teve a distribuição condicionada por questões financeiras associadas ao sistema. Em abril de 2020, as obrigações relacionadas com o BSP estavam estimadas em 2,4 milhões de dólares.
A plataforma da IATA assegura a gestão e liquidação das transações realizadas entre companhias aéreas e agências de viagens, funcionando como uma infraestrutura comum para a distribuição de transporte aéreo em diferentes mercados. O sistema reúne atualmente mais de 400 companhias aéreas e aproximadamente 59 mil agências a nível mundial.
A estratégia comercial da Cabo Verde Airlines acompanha também a expansão prevista da operação a partir da ilha do Sal. A transportadora tem no Aeroporto Internacional Amílcar Cabral um dos principais pontos da sua rede para as ligações entre África, Europa e América.
Neste âmbito, está previsto para dezembro o regresso da ligação Sal–Recife. A operação deverá contar com um voo semanal, realizado em Boeing 737, juntando-se à ligação Praia–Recife que a companhia já mantém.
Com a reentrada no BSP, a Cabo Verde Airlines passa a contar novamente com uma rede de distribuição mais abrangente, numa tentativa de aproximar a sua oferta dos canais utilizados pelas agências e de potenciar a comercialização das suas ligações e respetivos produtos turísticos.





