O Governo Regional da Madeira pediu ao executivo nacional que sejam definidos serviços mínimos para as ligações aéreas da easyJet durante as greves dos tripulantes de cabine previstas para outubro e dezembro.
A paralisação foi marcada para os períodos de 2 a 6 de outubro e de 19 a 23 de dezembro, podendo afetar 62 operações e cerca de 11.500 lugares nas rotas entre Lisboa e Funchal, Porto e Funchal e Porto e Porto Santo.
A Secretaria Regional de Turismo, Ambiente e Cultura alerta para o impacto das greves numa região sem alternativas de transporte equivalentes. O primeiro período coincide com o feriado de 5 de outubro, enquanto a greve de dezembro decorre nos dias que antecedem o Natal, uma época de elevada procura nas ligações com a Madeira.
Segundo o Governo Regional, poderão ser afetados turistas, estudantes madeirenses deslocados no continente, residentes temporariamente fora da região e membros da diáspora que regressem à Madeira durante a quadra natalícia.
O executivo madeirense solicita, por isso, que os serviços mínimos assegurem, tanto quanto possível, a continuidade das ligações entre a Madeira e o continente, sem colocar em causa o direito à greve.
A Região pede ainda à easyJet que procure limitar o número de voos cancelados e garanta a reacomodação dos passageiros afetados com a maior antecedência possível.
A greve dos tripulantes de cabine está relacionada, segundo os trabalhadores, com questões como a instabilidade das escalas, diferenças de tratamento face aos pilotos, compensações previstas no Acordo de Empresa e pressão para a realização de horas extraordinárias para fins comerciais.





