Azul mantém parceria com TAP apesar de litígio por dívida de €189 milhões

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A Azul mantém a expectativa de recuperar os cerca de 189 milhões de euros que reclama à TAP, mas garante que o processo judicial em curso não está a afetar a parceria comercial entre as duas companhias aéreas.

A posição foi transmitida por Fábio Campos, vice-presidente institucional e corporativo da Azul, durante uma cerimónia que assinalou os dez anos de operação da companhia brasileira em Portugal, realizada na residência oficial do embaixador do Brasil em Lisboa.

Em causa está um empréstimo obrigacionista de 90 milhões de euros concedido em 2016 à antiga TAP SGPS, atualmente denominada SIAVILO, numa altura em que David Neeleman era acionista das duas empresas. O montante não foi reembolsado e, com a acumulação de juros, a Azul reclama atualmente cerca de 188,985 milhões de euros.

A companhia brasileira avançou em março deste ano com uma ação judicial contra a TAP no Juízo Central Cível de Lisboa, na qual reclama o pagamento da dívida.

A disputa estende-se também ao processo de insolvência da antiga TAP SGPS. Segundo informação divulgada pelo ECO, o Ministério Público pronunciou-se pela classificação da insolvência da sociedade, atualmente SIAVILO, como fortuita, contrariando a posição defendida pela Azul, que sustentava que a insolvência deveria ser considerada culposa.

Questionado sobre a posição do Ministério Público, Fábio Campos afirmou que a companhia aguarda agora uma decisão no âmbito do processo judicial.

Apesar do litígio financeiro, o responsável assegurou que a relação comercial entre Azul e TAP permanece inalterada. “De maneira alguma, continuamos sendo parceiros comerciais e uma parceria muito forte, cada vez mais forte”, afirmou.

As duas companhias mantêm, assim, a cooperação comercial enquanto decorre o processo relacionado com o empréstimo concedido há dez anos.