Mais de 2.000 voos foram cancelados em apenas dois dias no Reino Unido, na sequência de uma falha técnica que afetou o sistema de controlo de tráfego aéreo do país.
A empresa especializada em análise da aviação Cirium registou que, ao longo do primeiro dia, 1.746 voos (903 partidas e 843 chegadas) foram cancelados devido ao incidente técnico. No dia seguinte, dia 9, 327 voos (140 partidas e 187 chegadas) foram suspensos.
Quanto a hoje, sabe-se que existem voos suspensos, mas não foram divulgados números.
Refira-se ainda que, durante o primeiro dia de interrupções, pelo menos 30% dos voos programados no Reino Unido foram cancelados, enquanto ontem a percentagem rondou os 5%.
O aeroporto mais afetado é o de Heathrow, em Londres, o de maior tráfego do Reino Unido e um dos mais movimentados da Europa, que, até ao momento, teve de cancelar 120 chegadas e 67 partidas previstas. Dos mais de 300 voos suspensos ontem, pelo menos 190 pertencem a rotas da companhia aérea britânica British Airways, que afirmou que “com tantos aviões e tripulações fora do local, não lhes restou outra alternativa senão cancelar voos”.
O responsável da operadora britânica de controlo de tráfego aéreo (NATS), Martin Rolfe, descartou, em declarações à BBC Radio, que o problema técnico tivesse sido causado por um ciberataque, e garantiu que seria levada a cabo uma investigação “exaustiva” para esclarecer o que aconteceu.
Recorde-se, a propósito, outros casos idênticos. Em agosto de 2023, mais de 700.000 pessoas sofreram atrasos ou cancelamentos nos voos devido a uma falha nos sistemas de processamento da NATS, enquanto em julho de 2025, outro “problema técnico” num centro de controlo próximo de Londres – resolvido em poucos minutos – afetou igualmente dezenas de rotas.





