EUA: Google já permite reservas em hotel em IA

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O Google iniciou nos Estados Unidos o lançamento de um novo Modo IA que permite pesquisar, comparar e reservar hotéis diretamente na interface de conversa. Inicialmente disponível em inglês, a ferramenta agrega informações sobre alojamentos, avaliações dos hóspedes e políticas de reserva, possibilitando a conclusão de todo o processo de pagamento através do Google Pay.

A fase de arranque conta com dez dos principais intervenientes da distribuição turística global: plataformas como a Booking.com, Expedia, Hotels.com, Priceline e Trip.com, a par de grandes cadeias hoteleiras como a Hilton, Marriott, IHG Hotels & Resorts, Choice Hotels e Wyndham. Após a seleção da propriedade, o utilizador pode escolher a tipologia do quarto, consultar as condições de cancelamento e fechar a transação sem sair da plataforma, ficando, contudo, a gestão legal da venda e o apoio ao cliente a cargo da rede hoteleira ou da agência responsável.

Em paralelo, conforme avançou a Smart Travel News, a gigante tecnológica integrou no Modo IA o sistema de monitorização de tarifas do Google Flights. Esta funcionalidade emite alertas sobre flutuações de preços em mais de 300 companhias aéreas e plataformas parceiras, estando já acessível em mais de 180 países e territórios, com exceção, para já, do Espaço Económico Europeu.

Outra das novidades é a expansão das pesquisas de voos e estadias com base em pontos e milhas de programas de fidelização. A lista inicial de parceiros inclui a American Airlines, Alaska Airlines, Hilton e Wyndham, prevendo-se para breve a adesão de grupos como o Accor, Hyatt, LATAM Airlines, Lufthansa Group e Flying Blue.

Com este movimento, o Google consolida uma mudança de fundo na sua atuação no setor das viagens. De um simples canal de encaminhamento de tráfego para hotéis, companhias aéreas e agências de viagens online, a empresa passa a absorver a própria transação no seu ambiente digital. Embora a reserva assistida por inteligência artificial esteja limitada ao mercado norte-americano nesta fase inicial, a estratégia confirma a aposta em transformar a IA num intermediário cada vez mais autónomo e ativo na organização de viagens.