A Travelife Portugal realizou hoje um webinar dedicado às novas regras europeias aplicáveis à comunicação da sustentabilidade no turismo, que reuniu mais de uma centena de agências de viagens.
A sessão foi conduzida por Paulo Brehm, Country Manager da Travelife Portugal, e contou com uma intervenção inicial de Naut Kusters, fundador e diretor da Travelife. Participaram ainda Paula Machado e Rita Montez, da equipa Travelife Portugal, bem como Andreia Vilar Bita, nova responsável pela comunicação digital.
Um dos principais momentos do webinar foi o lançamento do novo portal Travelife destinado aos consumidores, agora disponível em português. Através deste espaço, os viajantes podem conhecer o programa Travelife, compreender a diferença entre os reconhecimentos Travelife Partner e Travelife Certified, consultar informação sobre o processo de avaliação e os critérios acessíveis ao público, bem como verificar a validade do reconhecimento de cada empresa.
O portal está disponível em travelife.info/viajantes.
“Vamos reforçar a comunicação junto do consumidor, com indicação de boas práticas de sustentabilidade”, afirmou Paulo Brehm, acrescentando que. “a primeira destas é dar preferência a uma agência ou operador turístico com certificação Travelife.”
O novo portal pretende reforçar a transparência e a confiança dos viajantes, permitindo às empresas encaminhar os seus clientes para uma fonte independente de informação sobre o significado, o âmbito e a validade dos seus reconhecimentos Travelife.
Durante o webinar foi igualmente abordado o impacto da Diretiva Europeia relativa à Capacitação dos Consumidores para a Transição Ecológica — habitualmente designada por EmpCo. A diretiva visa reforçar a proteção dos consumidores perante alegações ambientais ou de sustentabilidade vagas, genéricas ou insuficientemente fundamentadas.
No turismo, estas exigências têm impacto direto na comunicação feita em websites, redes sociais, brochuras, newsletters e publicidade. Expressões como “empresa sustentável”, “viagens amigas do ambiente”, “férias ecológicas” ou “impacto zero” não devem ser utilizadas de forma genérica. A comunicação deverá identificar medidas concretas, objetivos, resultados e a respetiva fundamentação, permitindo ao consumidor compreender com precisão o que está a ser afirmado.
“Não se trata de deixar de comunicar sustentabilidade; trata-se de a comunicar com maior rigor”, esclarece Paulo Brehm. “As empresas devem evitar promessas amplas que o consumidor não consegue confirmar e passar a explicar, de forma concreta e transparente, o que fazem, que resultados alcançam e qual a base independente que sustenta os seus reconhecimentos.”
A sessão serviu também para apresentar as novas Orientações de Comunicação aplicáveis aos reconhecimentos Travelife Partner e Travelife Certified. Estas orientações não alteram os critérios, os níveis de reconhecimento, as auditorias nem o processo de certificação Travelife, mas definem a forma como esses reconhecimentos devem ser comunicados aos consumidores.
Entre as principais recomendações está a criação ou atualização de uma página de sustentabilidade no website da empresa, a utilização do texto oficial correspondente ao reconhecimento obtido, a ligação do logótipo Travelife a essa página e a revisão das alegações ambientais e de sustentabilidade em todos os canais de comunicação.
Aos participantes foram distribuídas as novas Orientações de Comunicação e o Guia de Marketing e Comunicação Sustentável da Travelife, um recurso complementar com recomendações práticas para apoiar as empresas a comunicar sustentabilidade de forma clara, específica, transparente e credível.
A Diretiva EmpCo prevê que as medidas nacionais adotadas pelos Estados-Membros se apliquem a partir de 27 de setembro de 2026. Portugal ainda não procedeu à transposição da Diretiva para o direito nacional. Ainda assim, a Travelife Portugal considera importante que as empresas iniciem desde já a revisão da sua comunicação e se preparem para este novo enquadramento europeu.
A Travelife Portugal continuará a apoiar os seus membros neste processo, promovendo uma comunicação da sustentabilidade cada vez mais rigorosa, verificável e alinhada com as melhores práticas internacionais.





