Hotéis de Macau ultrapassam valores de pré-pandemia

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Os estabelecimentos hoteleiros de Macau registaram a maior taxa de ocupação média para os primeiros sete meses do ano desde o período pré-pandémico, atingindo 90,6% entre janeiro e julho.

Segundo os dados da Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), este valor representa uma subida de 1,2 pontos percentuais face ao período homólogo de 2025, dando continuidade à tendência de recuperação após os hotéis da região terem fechado o ano passado com 89,4% de ocupação.

O aumento na taxa de ocupação ocorreu apesar de se ter registado uma queda de 1,4% no total de hóspedes (8,37 milhões), retração sentida sobretudo nos mercados da China continental e de Hong Kong, enquanto os hóspedes internacionais cresceram 12,2%, totalizando 753 mil. No final de julho, Macau contava com um máximo histórico de 149 estabelecimentos hoteleiros e cerca de 45.300 quartos (mais 100 do que um ano antes), embora a capacidade simultânea de alojamento tenha descido para 118 mil hóspedes, menos 2.100 do que em julho de 2025. A oferta continuará a expandir-se, estando em construção um novo hotel de 131 quartos e outros 11 empreendimentos em fase de projeto, que somarão 1.369 quartos.

Para a elevada ocupação contribuiu a descida de 2,7% nos preços médios praticados até junho, fixando-se nas 1.287 patacas (137 euros) nos 48 estabelecimentos da Associação de Hotéis de Macau — após já terem registado uma redução de 3,5% em 2025. A maior quebra de preços observou-se nos hotéis de quatro estrelas, com um recuo de 5,1% para 1.011 patacas (108 euros).

Paralelamente, Macau acolheu 24,5 milhões de visitantes nos primeiros sete meses do ano (um aumento homólogo de 8%), dos quais 61,2% (15 milhões) integraram excursões organizadas e não pernoitaram na cidade. Quanto aos gastos dos turistas, excluindo o setor do jogo, o consumo médio caiu 7,3% em 2025 para duas mil patacas (cerca de 213 euros), mas recuperou na primeira metade deste ano com uma subida de 7,8% em termos anuais, atingindo as 2.123 patacas (226 euros).