Reserva financeira de Macau atinge novo recorde histórico

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A reserva financeira de Macau continua numa trajetória de crescimento e registou em junho o seu sétimo máximo histórico consecutivo. Durante a primeira metade do ano, os ativos da região semiautónoma chinesa valorizaram-se em mais de quatro mil milhões de euros (37,6 mil milhões de patacas), segundo balanço da Autoridade Monetária de Macau (AMCM) publicado no Boletim Oficial.

No final de junho, o valor total da reserva fixou-se nos 75,3 mil milhões de euros (704,3 mil milhões de patacas). Apenas no último mês da primeira metade do ano, o bolo financeiro cresceu 221,7 milhões de euros relativamente a maio, superando o máximo anterior registado no mês precedente.

O desempenho nos primeiros seis meses do ano dá continuidade aos bons resultados acumulados nos últimos anos. Em 2025, os ativos da reserva tinham subido 5,4 mil milhões de euros, impulsionados por uma taxa de rentabilidade de 6,9% nos investimentos, que renderam perto de 4,6 mil milhões de euros ao território. Apesar da evolução positiva recente, o valor ganho até agora mantém-se abaixo do recorde fixado em 2019, antes da pandemia, ano em que a reserva registou um crescimento de 7,55 mil milhões de euros.

Do montante global apurado no final de junho, a maior parte diz respeito à reserva extraordinária, avaliada em 55,5 mil milhões de euros, enquanto a reserva básica soma 17,5 mil milhões de euros — um valor que assegura 150% do orçamento público aprovado para 2026.

A carteira de ativos da reserva financeira de Macau encontra-se repartida principalmente entre investimentos subcontratados (32,1 mil milhões de euros), depósitos e contas correntes (31,4 mil milhões de euros) e títulos de crédito (11,6 mil milhões de euros).