Receitas do turismo superam 12,8 mil milhões de euros no primeiro semestre de 2026

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As receitas do turismo em Portugal voltaram a crescer na primeira metade do ano, somando 12 870 milhões de euros entre janeiro e junho.

De acordo com os dados mais recentes divulgados pelo Banco de Portugal, este valor representa um aumento de cerca de 4,2% face aos 12 348 milhões de euros registados em igual período do ano passado, confirmando a continuada trajetória de expansão do setor no país.

Apesar do balanço semestral positivo, os dados mensais revelam alguma volatilidade ao longo dos primeiros seis meses. Após atingir o pico do semestre em maio, com quase 2 740 milhões de euros arrecadados, a receita turística abrandou em junho para aproximadamente 2 538 milhões de euros — ainda assim acima dos 2 472 milhões apurados no mesmo mês de 2025. O ponto mais baixo do período ocorreu em fevereiro, em plena época baixa, quando o setor registou 1 501 milhões de euros.

Este desempenho consolida o dinamismo já demonstrado em 2025, ano em que o turismo bateu máximos históricos. No ano passado, as receitas turísticas totais atingiram os 29 131 milhões de euros, impulsionadas por um crescimento de 5% nas despesas dos visitantes estrangeiros em solo nacional. Em contrapartida, as despesas dos residentes em Portugal no estrangeiro fixaram-se nos 7 155 milhões de euros, subindo 4,5%. Desta forma, o saldo da rubrica de viagens e turismo avançou 1,1 mil milhões de euros em 2025, alcançando o valor recorde de 21 976 milhões de euros (arredondado para 22 mil milhões de euros), a marca nominal mais elevada da série estatística iniciada pelo supervisor em 1948.

O setor do turismo continua assim a consolidar-se como um dos principais motores do crescimento económico nacional e da balança de serviços, impulsionado pela subida do rendimento médio por quarto disponível na hotelaria e pelo aumento contínuo de passageiros desembarcados nos aeroportos nacionais, com particular destaque para os mercados emissores do Reino Unido, Espanha, França e para o forte crescimento do mercado norte-americano.