Queriam apanhar sol como vieram ao mundo, mas tiraram-lhes o tapete (e o jacuzzi) das vergonhas

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Imagine gastar uma autêntica fortuna para dar a volta ao mundo a bordo de um cruzeiro e, quando chega a hora de tirar a roupa para apanhar aquele bronzeado sem marcas, perceber que o seu cantinho do céu virou área VIP para quem tem dinheiro para suítes. Foi precisamente este o drama épico vivido por um casal alemão que pagou a modesta quantia de 68.600 euros por uma viagem ao redor do mundo entre novembro de 2025 e março de 2026.

Esperavam eles passar quatro meses a abanar as carnes ao sabor do vento no navio Aida Diva, mas terminaram no tribunal a queixar-se de que a empresa encolheu o espaço reservado ao naturismo e nem sequer lhes deixou um miserável jacuzzi para dar um mergulho ao sol, totalmente sem folha de figueira.

Tudo começou em fevereiro de 2024, quando o casal consultou as plantas do navio na internet e viu o cenário perfeito: um terraço naturista completo, equipado com chuveiros, guarda-sóis e a promessa de um jacuzzi quentinho onde podiam relaxar à vontade.

No entanto, algures durante as remodelações da embarcação, a companhia decidiu remodelar o espaço sem avisar ninguém e transformou a zona das vergonhas num corredor exclusivo para os hóspedes das suítes. Resultado? Quando o casal tirou a roupa, deu de caras com a dura realidade de quem não tinha onde pôr a pele ao sol com os equipamentos prometidos.

Inconformados por terem ficado sem o banho de jacuzzi sem fato de banho, os alemães processaram a operadora. O Tribunal Regional de Rostock deu-lhes razão, sublinhando que aquilo que é anunciado no site vincula a empresa e que as alterações a bordo têm de ser notificadas antes de o navio fazer-se ao mar.

Como consolo por terem passado a viagem a ver o jacuzzi naturista por um canudo, os juízes decretaram um reembolso de 5% do valor do cruzeiro — pouco mais de 3.000 euros. Ficou longe dos 15.000 euros que o casal exigia para curar a dor de cotovelo (e a falta de bronze uniforme), mas já dá para comprar uma banheira de hidromassagem para casa.

A AIDA, por sua vez, não gostou do desfecho e já ameaça recorrer da sentença, talvez para tentar provar que andar nu em alto mar não exige tanta infraestrutura.