Residentes não chineses de Macau já podem cruzar a fronteira para a China com menos burocracia

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Os residentes não chineses de Macau, grupo que inclui a comunidade portuguesa, passam a ter a vida mais facilitada na hora de atravessar a fronteira para a China continental ao volante. A partir de agora, é possível realizar o trajeto em ambos os sentidos utilizando apenas um documento de identificação, em vez dos dois exigidos até ao momento.

A alteração beneficia os residentes de Macau e os residentes permanentes de Hong Kong, independentemente da sua nacionalidade, segundo confirmou a Polícia de Segurança Pública (PSP) local. Na prática, passa a ser suficiente apresentar o salvo-conduto para o interior da China para passar pelos canais de inspeção integral automáticos e pelas vias dedicadas a veículos, dispensando a apresentação do bilhete de identidade de Macau.

Esta simplificação dos processos aplica-se aos postos fronteiriços de Hengqin (na ilha da Montanha), Qingmao e na Ponte Hong Kong–Zhuhai–Macau. O objetivo da PSP passa por reduzir a burocracia e tornar a circulação entre regiões mais rápida, assentando num sistema dinâmico que exige apenas uma paragem no canal para leitura do documento e recolha dos dados biométricos.

Em paralelo, as autoridades locais alargaram o acesso às vias de veículos do posto de Hengqin a cidadãos estrangeiros que sejam titulares de vistos de entradas múltiplas com validade superior a seis meses, uma medida que abrange também os residentes de Taiwan.

A simplificação do controlo fronteiriço surge num momento de grande fluxo de passageiros na região. Na primeira metade do ano, Macau registou 42 milhões de travessias de fronteira — uma média de 235 mil pessoas por dia —, o que traduz um crescimento de 12,8% face ao período homólogo do ano anterior.

O Consulado-Geral de Portugal calcula que existam sensivelmente 155 mil portadores de passaporte português a residir entre Macau e Hong Kong.