El Al com lucro líquido recorde no 2º trimestre

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A companhia aérea israelita El Al divulgou um lucro líquido recorde de 113,8 milhões de euros no segundo trimestre de 2026, o dobro dos 56,9 milhões de euros registados no mesmo período de 2025. O desempenho positivo foi impulsionado pela forte demanda e pela redução da concorrência no Aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv, enquanto muitas companhias estrangeiras adiam a retomada de voos para Israel.

Entre abril e junho, a receita da El Al cresceu 27%, alcançando 850,2 milhões de euros. Apesar do aumento dos custos com combustível, valorização do shekel e um custo extraordinário de 47,4 milhões de euros relacionado à guerra com o Irão, a empresa manteve resultados robustos.

O CEO Levy Halevy destacou o alto volume de vendas e reservas futuras, que atingiram 1,21 mil milhões de euros em 30 de junho, contra 491,5 milhões de euros há três anos. A expectativa é ampliar a capacidade entre 6% e 10% durante a temporada de verão.

O conflito entre Israel, Estados Unidos e Irão levou várias companhias aéreas estrangeiras a suspenderem ou adiarem os seus voos para Israel. A El Al foi a primeira a retomar as operações gradualmente após o cessar-fogo em 8 de abril.

No segundo trimestre, a empresa alcançou 50% de participação de mercado, acima dos 40% do ano anterior e dos 24% do segundo trimestre de 2023, antes da guerra em Gaza.

Apesar de não deter monopólio regulatório, a El Al opera praticamente sozinha em rotas como Tel Aviv–Nova York, com concorrentes como Delta, United e American adiando ou cancelando retomadas.

O cenário de baixa concorrência contribuiu para o aumento das tarifas, que segundo Mark Feldman, da agência Ziontours Jerusalem, estão 10% a 15% mais altas que no ano passado e devem permanecer elevadas até que a oferta seja restabelecida.

A El Al nega estar a benificiar indevidamente da crise, ressaltando que mantém operações em um contexto de guerra, enquanto competidores preferem suspender voos por questões de segurança.

A Autoridade de Concorrência de Israel avalia a possibilidade de multar a empresa em até 121 milhões de shekels (cerca de 35 milhões de euros) por possível abuso de posição dominante ao cobrar tarifas “excessivas e abusivas” durante o conflito, processo ainda em andamento.

Algumas companhias europeias, como Air France e Lufthansa, retomaram rotas limitadas para Tel Aviv, assim como aéreas do Golfo e low-costs da Europa Oriental, mas a concorrência ainda não alcança níveis pré-guerra.