Alojamento turístico: hóspedes sobem no 1º semestre

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O setor do alojamento turístico registou um crescimento de 2,1% no número de hóspedes no primeiro semestre de 2026, somando 15,1 milhões de clientes. Contudo, a atividade continua a apresentar sinais claros de abrandamento estrutural. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), o semestre fechou com 36,8 milhões de dormidas, o que corresponde a um avanço modesto de 1,3%. Ainda assim, o desempenho financeiro manteve-se positivo, gerando 3.148,3 milhões de euros em proveitos totais, uma subida de 5,4%, e 2.371,1 milhões de euros em proveitos de aposento, com uma variação de 4,8%.

Na análise por mercado de origem durante os primeiros seis meses do ano, as dormidas dos residentes em Portugal aumentaram 2,4%, atingindo os 10,9 milhões, enquanto as de não residentes cresceram a um ritmo mais tímido de 0,8%, totalizando 26,0 milhões.

Olhando apenas para o segundo trimestre, entre abril e junho, a faturação total atingiu os 2.142 milhões de euros, o que representa um crescimento de 5,2%. Nesse período, o alojamento acolheu 9,4 milhões de hóspedes, uma subida de 2,3%, e registou 23,3 milhões de dormidas, um crescimento de 1,2%. Os mercados externos continuaram a dominar a atividade, representando 71,9% do total de dormidas, com 16,7 milhões e uma subida ligeira de 0,5%. Em contrapartida, a procura interna mostrou sinais de recuperação: as dormidas de residentes cresceram 3,2% para 6,5 milhões, acelerando a sua trajetória pela primeira vez desde o segundo trimestre do ano passado.

O segundo trimestre ficou também marcado por uma desaceleração nos indicadores de rentabilidade hoteleira. O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) subiu apenas 0,8% para 81,6 euros, após ter crescido 1,5% no trimestre anterior. Por sua vez, o preço médio por quarto ocupado (ADR) aumentou 2,4% para 130,2 euros, desacelerando em relação aos 3,1% registados nos primeiros três meses do ano.