Movimento de passageiros nos aeroportos aumentou 2,5% no primeiro semestre

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Os aeroportos portugueses movimentaram 7,1 milhões de passageiros em junho, registando uma ligeira quebra de 0,2% face ao mesmo mês do ano anterior. O resultado interrompe uma sequência de máximos históricos consecutivos nos primeiros cinco meses de 2026, de acordo com os dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Em termos diários, a média de desembarques situou-se nos 118,7 mil passageiros, recuando 0,1% em comparação com junho de 2025.

Apesar do abrandamento no início do verão, o balanço da primeira metade do ano mantém-se positivo. No acumulado do primeiro semestre, o tráfego nos aeroportos nacionais cresceu 2,5%, totalizando 35,341 milhões de passageiros. O aeroporto de Lisboa manteve a liderança ao concentrar quase metade de todo o movimento (49,4%), com 17,4 milhões de passageiros e uma subida homóloga de 1,3%. Por seu lado, o Porto registou o crescimento mais expressivo entre as principais infraestruturas, avançando 7,0% para os 8,5 milhões de passageiros (23,9% do total), enquanto Faro cresceu 3,8%, somando 4,8 milhões de passageiros (13,6% do total).

No mercado internacional, que representou mais de 82% do tráfego total de passageiros em junho, o Reino Unido consolidou a posição de principal país de origem e destino nos primeiros seis meses do ano, com crescimentos acima dos 4%. França, Espanha e Alemanha mantiveram-se nos lugares seguintes do ranking, com a Itália a ocupar o quinto posto. A maioria dos passageiros desembarcados continuou a ter origem no continente europeu (68,7%), seguido do continente americano (9,8%).

Quanto ao transporte de mercadorias, o movimento de carga e correio registou uma subida de 0,4% no acumulado do semestre, com Lisboa a concentrar 77,3% do volume total (97,2 mil toneladas), apesar de uma descida de 0,9%. Isoladamente, o mês de junho apresentou uma recuperação neste setor, com o volume transportado a subir 3,4% para as 21,8 mil toneladas, no mesmo mês em que as aterragens de voos comerciais recuaram 1,0% para um total de 24,2 mil operações.