Consórcio sino-lusófono cria centro de investigação para impulsionar tecnologia na aviação

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A cooperação entre instituições da China, de Macau e de Portugal deu origem a um novo centro de investigação dedicado ao desenvolvimento de tecnologias para o setor da aviação, com foco em soluções inovadoras que possam ser aplicadas diretamente na indústria aeronáutica.

O Instituto de Investigação em Tecnologia de Simulação de Aviação China-Portugal junta a companhia aérea China Southern Airlines, a Universidade de Tecnologia de Guangdong (GDUT), a Universidade de São José (USJ), em Macau, e a Universidade da Madeira, numa parceria que pretende acelerar a investigação em áreas como inteligência artificial, realidade virtual, realidade aumentada e sistemas de simulação.

Entre os projetos previstos estão o desenvolvimento de plataformas de treino para pilotos, novas ferramentas de apoio às operações aeroportuárias e modelos digitais para análise de condições meteorológicas e do relevo, recorrendo a tecnologias de inteligência artificial.

A Universidade da Madeira participa no consórcio graças ao conhecimento adquirido em estudos relacionados com o Aeroporto da Madeira, nomeadamente na análise dos ventos e das características geográficas da ilha, competências que poderão ser integradas em novas soluções tecnológicas para o setor.

Criado em Guangzhou e formalizado recentemente através da assinatura de um memorando de entendimento na Madeira, o instituto pretende transformar investigação científica em aplicações concretas para a aviação, incentivando também o desenvolvimento de patentes e de novas soluções comerciais.

O acordo prevê ainda o intercâmbio de investigadores, docentes e estudantes entre as instituições parceiras, bem como a realização de projetos de investigação conjuntos e iniciativas de formação especializada.

Para os promotores, esta colaboração reforça a ligação entre o meio académico e a indústria aeronáutica, ao mesmo tempo que consolida o papel de Macau como plataforma de cooperação entre a China e os países de língua portuguesa e aproxima as universidades portuguesas de um dos maiores polos mundiais de inovação tecnológica.