LATAM aumenta receitas e mantém lucros apesar da escalada dos custos com combustível

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O LATAM Airlines Group encerrou o segundo trimestre de 2026 com um lucro líquido de 125 milhões de dólares, num período marcado pelo forte aumento dos custos operacionais, sobretudo com combustível. Ainda assim, a companhia conseguiu melhorar as receitas e manter uma rentabilidade positiva, apoiada pelo crescimento da procura e pela diversificação das suas fontes de receita.

Entre abril e junho, o grupo faturou 4,183 mil milhões de dólares, um aumento de 28% face ao mesmo período de 2025, enquanto a margem operacional se fixou nos 5,4%. O EBITDA ajustado atingiu 713 milhões de dólares, refletindo a resiliência da operação num contexto de mercado desafiante.

A principal pressão sobre os resultados veio dos combustíveis. A fatura energética ascendeu a 1,712 mil milhões de dólares, quase o dobro do valor registado um ano antes, representando uma subida de 93,1%. Mesmo considerando as operações de cobertura de preços (hedging), o custo médio pago pela companhia aumentou mais de 80%.

No plano operacional, a LATAM transportou 21,1 milhões de passageiros durante o trimestre e expandiu a capacidade em 8,9%. As ligações internacionais lideraram o crescimento, com uma subida de 11,8%, enquanto as operações domésticas no Brasil cresceram 5,7% e os mercados internos do Chile, Colômbia, Equador e Peru avançaram 5,3%. A taxa média de ocupação situou-se nos 81,8%.

O grupo destacou também o desempenho do programa de fidelização LATAM Pass, que ultrapassou os 56 milhões de membros. Cerca de 67% das receitas do transporte de passageiros tiveram origem em clientes inscritos no programa, enquanto o número de passageiros com estatuto Elite aumentou 26% em termos homólogos.

A situação financeira da companhia continuou igualmente a reforçar-se. No final de junho, a LATAM dispunha de 2,651 mil milhões de dólares em caixa, montante que sobe para 4,226 mil milhões quando incluídas as linhas de crédito disponíveis. A alavancagem líquida ajustada manteve-se em 1,5 vezes, abaixo do objetivo definido pelo grupo.

No que diz respeito ao crescimento da operação, a companhia recebeu nove aeronaves no segundo trimestre e passou a contar com uma frota de 383 aviões. Paralelamente, confirmou o arranque da operação dos novos Embraer E195-E2 na subsidiária brasileira.

Entre novembro de 2026 e março de 2027, a LATAM Airlines Brasil prevê incorporar até 14 aeronaves deste modelo, que irão servir 42 rotas e permitir a abertura de quatro novos destinos: Cabo Frio, Ji-Paraná, Macaé e Rondonópolis. Com esta expansão, a rede doméstica da companhia no Brasil passará a abranger 67 destinos, o maior número da sua história.

A empresa revelou ainda que está a estudar uma segunda fase de crescimento para 2027, que poderá acrescentar até 18 novos destinos, acompanhando a entrega de mais aeronaves pela Embraer.

Face ao desempenho alcançado, a LATAM reviu as projeções para 2026 e espera aumentar a capacidade entre 9% e 10%relativamente ao ano anterior. O grupo antecipa ainda um EBITDA ajustado entre 4,1 e 4,4 mil milhões de dólares, uma liquidez superior a 4,7 mil milhões de dólares no final do exercício e uma alavancagem líquida ajustada inferior a 1,6 vezes, beneficiando da expectativa de uma evolução mais favorável dos preços dos combustíveis na segunda metade do ano.