A WestJet e os seus assistentes de bordo chegaram a um acordo provisório que permite o fim da greve que afetou a operação da companhia aérea canadiana, provocando centenas de cancelamentos e deixando milhares de passageiros sem viagem.
O protesto foi convocado pelo Sindicato dos Funcionários Públicos do Canadá (CUPE), que representa cerca de 4.400 tripulantes de cabine da WestJet, devido a divergências relacionadas com a remuneração de tarefas realizadas pelos trabalhadores em terra antes dos voos.
A companhia defendia que os assistentes de bordo eram compensados através de um sistema de “horas de crédito”, em vez de um pagamento fixo por hora, enquanto o sindicato contestava que parte do trabalho realizado antes da descolagem não era devidamente remunerado.
Com o novo entendimento, que ainda terá de ser ratificado pelos trabalhadores, passa a ser reconhecido o trabalho efetuado pelos tripulantes antes da partida dos aviões. A greve foi entretanto cancelada e os funcionários regressarão às suas funções.
Durante o conflito laboral, a WestJet cancelou 495 voos, afetando cerca de 250 mil passageiros.
Antes do início da paralisação, a companhia tinha apresentado uma proposta que incluía um aumento salarial de 13% em outubro, seguido de incrementos anuais de 2,5% durante três anos, mas as negociações não tinham permitido chegar a um acordo.
A WestJet, que integra também a sua operação com ligações internacionais, mantém voos para Lisboa.





