A SATA e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) criaram um grupo de trabalho para desenvolver soluções que permitam reduzir os constrangimentos provocados pelas condições meteorológicas na operação aérea interilhas nos Açores.
Uma das primeiras medidas resultantes desta colaboração será a emissão, a partir de dezembro de 2026, de previsões aeronáuticas (TAF) para o Aeródromo do Pico. A nova informação permitirá que esta infraestrutura possa ser utilizada como aeroporto alternante sempre que as condições meteorológicas impeçam a operação noutros aeroportos da rede regional.
Segundo a SATA, esta medida irá reforçar o apoio ao planeamento e despacho dos voos, contribuindo para decisões operacionais mais informadas e para uma maior previsibilidade da operação, sem comprometer os padrões de segurança.
O grupo destaca que o Aeródromo do Pico reúne características que reforçam a sua capacidade para desempenhar esse papel, nomeadamente por dispor de sistema de aproximação por instrumentos (ILS) e por nem sempre ser afetado pelos mesmos fenómenos meteorológicos que condicionam outros aeroportos do arquipélago.
A criação do grupo de trabalho surge na sequência dos episódios de nevoeiro persistente que, nas últimas semanas, provocaram cancelamentos e perturbações na operação aérea regional, evidenciando os desafios associados às condições meteorológicas nos Açores.
A SATA e o IPMA garantem que continuarão a avaliar soluções técnicas que reforcem a regularidade, a robustez e a segurança das ligações aéreas interilhas, mantendo a segurança operacional como prioridade.





