Maioria dos portugueses comprará serviços turísticos online igual ou mais que em 2025

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O setor turístico português e global enfrenta uma situação de tensão, com uma pressão significativa sobre os preços. O conflito no Médio Oriente, que levou ao encerramento do Estreito de Ormuz, está a esgotar as reservas mundiais de petróleo a um ritmo recorde, uma vez que impede a passagem de 20% do fornecimento mundial de combustível que normalmente circula por essa via, de acordo com dados do IEA Oil Market Report de maio de 2026.

Consequentemente, o preço do barril de brent atingiu máximos históricos, o que se reflete no preço dos diversos produtos e serviços do setor turístico, sendo o impacto maior no transporte aéreo, já que 30% dos custos operacionais das companhias aéreas estão no combustível, conforme dados da IATA de 2026.

No entanto, e apesar das circunstâncias socioeconómicas adversas, os portugueses não abdicarão de viajar este verão.

Cerca de 77% dos portugueses assegura que comprará serviços turísticos igual ou mais do que em 2025 através do canal online, segundo dados do II Estudo sobre “Consumo online em Portugal 2026” realizado pela Webloyalty, empresa líder na geração de receitas adicionais para eCommerce através de soluções de Retail Media.

Poupança online como resposta à crise de preços

Do estudo da Webloyalty, também se depreende que 67% dos portugueses destinará até 500€ por viagem e por pessoa nas suas reservas online de serviços turísticos. E 10% dos inquiridos prevê gastar mais de 1.000€ por viagem e por pessoa, um ponto percentual a mais do que os que o previam no ano passado.

No que respeita ao tipo de serviço, o estudo indica que 60% dos portugueses opta por reservar online o alojamento, seguido da compra de bilhetes e atividades (42%), e do transporte (41%). Os pacotes de férias são também uma aposta clara na organização das viagens, sendo uma opção escolhida por 1 em cada 4 portugueses.

A crise do combustível não afeta apenas a carteira do viajante, mas também comprime as margens das empresas turísticas, que se veem obrigadas a competir em preço num contexto em que os seus custos operacionais se multiplicaram.