Custos com combustível levam Lufthansa a prejuízo de 542 milhões no primeiro semestre

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O Grupo Lufthansa encerrou o primeiro semestre de 2026 com um prejuízo líquido de 542 milhões de euros, invertendo o lucro de 127 milhões de euros registado no mesmo período do ano passado, num desempenho fortemente penalizado pelo aumento dos custos com combustível e pelo impacto do conflito no Médio Oriente.

Apesar da quebra dos resultados, as receitas cresceram 8%, atingindo 19.887 milhões de euros entre janeiro e junho. Já o resultado operacional ajustado (EBIT) foi negativo em 229 milhões de euros, enquanto o EBITDA ajustado recuou 22%, para 1.043 milhões de euros.

No segundo trimestre, o grupo voltou aos lucros, registando um resultado líquido de 123 milhões de euros e receitas de 11.141 milhões de euros.

O presidente executivo da Lufthansa, Carsten Spohr, explicou que a atividade foi condicionada pelo agravamento dos preços do combustível e pelos cancelamentos temporários de rotas relacionados com a instabilidade no Médio Oriente, embora a forte procura nas ligações para a Ásia e África tenha ajudado a atenuar o impacto.

Segundo a companhia, os custos com combustível aumentaram cerca de 750 milhões de euros face ao período homólogo, constituindo o principal fator para a deterioração dos resultados.

Durante os primeiros seis meses do ano, as companhias do grupo transportaram 60,6 milhões de passageiros, menos 1% do que em igual período de 2025. Entre abril e junho, o número de passageiros ascendeu a quase 36 milhões, refletindo uma quebra homóloga de 4%.

Os resultados são divulgados numa semana marcada pela entrega da proposta vinculativa da Lufthansa para a privatização da TAP. O grupo alemão defende a integração da transportadora portuguesa na sua rede, considerando Lisboa um hub estratégico para reforçar a presença no Atlântico Sul.