Lucro da IAG recua mais de 20% no semestre devido ao aumento dos custos com combustível

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O International Airlines Group (IAG) fechou o primeiro semestre de 2026 com um lucro líquido de 1.033 milhões de euros, menos 20,6% do que no período homólogo, refletindo o impacto do aumento dos custos com combustível provocado pela instabilidade no Médio Oriente.

Apesar da redução dos resultados, o grupo – que integra as companhias British Airways, Iberia, Vueling, Aer Lingus e Level – manteve o crescimento da atividade, alcançando 16.064 milhões de euros em receitas, um aumento homólogo de 1%, sustentado pela forte procura por viagens aéreas.

A venda de bilhetes continuou a ser o principal motor do negócio, gerando 14.082 milhões de euros, mais 2,3% do que no primeiro semestre de 2025. Em sentido contrário, a divisão de carga voltou a perder peso, com receitas de 570 milhões de euros, menos 9,4%.

Também o EBITDA registou uma evolução negativa, recuando 14,4% para 1.608 milhões de euros.

Segundo o presidente executivo da IAG, Luis Gallego, o grupo continua a implementar medidas para reduzir o impacto da subida dos preços do combustível, estimando recuperar cerca de 60% do acréscimo dos custos através de iniciativas de eficiência operacional e de otimização das receitas. A estratégia de cobertura financeira para o combustível será igualmente mantida.

Embora tenha revisto em baixa a previsão para os encargos anuais com combustível, que passam a situar-se entre 8.300 e 8.600 milhões de euros, a estimativa permanece significativamente acima dos 7.400 milhões de euros previstos antes do agravamento do conflito no Médio Oriente.

Para o restante exercício, a IAG mantém uma perspetiva favorável para a procura. As reservas já confirmadas representam 57% da capacidade prevista para o segundo semestre, com o grupo a antecipar receitas em linha com as registadas no ano passado, impulsionadas sobretudo pelo segmento de longo curso.

A capacidade operacional manteve-se praticamente estável no semestre, com uma redução residual de 0,1%. O recuo da oferta na Europa (-2,8%) foi compensado pelo reforço da capacidade em mercados estratégicos, como a Ásia-Pacífico (+7,7%), América Latina e Caraíbas (+3,5%), rotas domésticas do Reino Unido, Espanha e Irlanda (+2,3%) e Atlântico Norte (+1,5%).

Em termos financeiros, a IAG reforçou a sua posição de liquidez. A dívida líquida diminuiu para 4.692 milhões de euros, face aos 5.948 milhões registados no final de 2025, enquanto a liquidez disponível aumentou para 11.873 milhões de euros, mais 925 milhões do que no final de junho do ano passado.

A IAG esteve inicialmente entre os potenciais interessados na privatização da TAP, mas acabou por abandonar o processo lançado pelo Governo português em 2025. Permanecem na corrida apenas os grupos Air France-KLM e Lufthansa.