Dormidas de turistas estrangeiros caem em junho pela primeira vez em oito meses

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As dormidas de turistas não residentes em Portugal diminuíram em junho pela primeira vez em oito meses, interrompendo um ciclo de crescimento iniciado em outubro de 2025. Ainda assim, o setor do alojamento turístico registou uma evolução positiva, sustentada pelo aumento da procura interna, segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Em junho, as dormidas de residentes cresceram 3,8%, para 2,5 milhões, enquanto as de não residentes recuaram 0,6%, para 5,7 milhões. No total, o setor contabilizou 8,1 milhões de dormidas, mais 0,7% do que no mesmo mês de 2025, e recebeu 3,1 milhões de hóspedes, um aumento de 1%.

“O crescimento das dormidas foi sustentado exclusivamente pelo mercado interno, ainda que em abrandamento”, destaca o INE.

No acumulado do primeiro semestre, o alojamento turístico registou 36,8 milhões de dormidas e proveitos totais de 3.148,3 milhões de euros. Os proveitos de aposento ascenderam a 2.371,1 milhões de euros.

Só em junho, os proveitos totais atingiram 786,6 milhões de euros, mais 4,7% face ao período homólogo, enquanto os proveitos de aposento cresceram 4,5%, para 609,3 milhões de euros, embora ambos os indicadores tenham desacelerado em comparação com maio.

O Algarve voltou a liderar em termos de receitas, concentrando 29,4% dos proveitos totais, seguido da Grande Lisboa, com 27,1%, e da região Norte, com 15,6%.

Todas as regiões registaram aumentos dos proveitos, à exceção do Oeste e Vale do Tejo, onde se verificaram quebras de 2,4% nos proveitos totais e de 0,4% nos proveitos de aposento. Em sentido inverso, os Açores apresentaram o maior crescimento, com aumentos de 7% e 7,2%, respetivamente.

Entre os principais mercados emissores, o Canadá (+4%) e os Estados Unidos (+2,8%) destacaram-se pelos maiores crescimentos nas dormidas. Já o mercado francês registou a maior quebra, com uma redução de 7,9%.

Em termos regionais, o Norte (+4,8%), a Grande Lisboa (+2,3%) e o Alentejo (+2,1%) registaram os maiores aumentos no número de dormidas, enquanto o Oeste e Vale do Tejo (-6,6%) e a Madeira (-3,3%) apresentaram as maiores descidas. O Algarve, a Grande Lisboa e o Norte concentraram, em conjunto, 69,2% do total de dormidas registadas em junho.

A estada média fixou-se em 2,58 noites, menos 0,3% do que no mesmo mês do ano anterior. A Madeira manteve a estada média mais elevada (4,37 noites), seguida dos Açores (3,06) e do Algarve (3,00).

Já a taxa líquida de ocupação-cama recuou para 53,6%, menos 1,4 pontos percentuais do que em junho de 2025, enquanto a taxa de ocupação-quarto desceu para 64,3%, uma redução de 1,1 pontos percentuais. A Madeira (67,3%) e a Grande Lisboa (61,1%) continuaram a apresentar os níveis de ocupação mais elevados.