A chegada das temperaturas mais elevadas e da época estival traz a habitual vaga de planeamento dos dias de descanso em Portugal. Um estudo recente da ConsumerChoice traça o perfil e as tendências de consumo para este verão, revelando uma mudança clara de hábitos: 72% dos portugueses preferem realizar várias escapadinhas curtas ao longo do ano, em vez de concentrar todo o orçamento numa única viagem prolongada.
A tendência aponta também para uma fuga aos meses de pico (julho e agosto). Os meses de junho e setembro surgem como a escolha ideal para 38% dos inquiridos, que procuram períodos menos concorridos, temperaturas agradáveis e preços mais equilibrados.
Praia, resorts e viagens mistas em família
Os destinos de sol e mar mantêm a liderança no topo das preferências, com um crescimento expressivo face ao ano anterior, tal como a procura por soluções “tudo incluído”, sendo que os destinos costeiros e praia subiram de 28% em 2025 para 34% em 2026. Quanto aos resorts e pacotes “tudo incluído”, cresceram de 10% para 13%, refletindo a busca por comodidade e conforto. No que concerne ao alojamento de eleição os hotéis continuam na frente (33%), seguidos pelos resorts com tudo incluído (18%). Outro ponto importante é a flexibilidade geográfica onde 43% dos participantes planeia viajar tanto em Portugal como no estrangeiro na mesma época de férias.
O estudo confirma ainda o forte carácter social do verão: 66% dos portugueses vão passar este período em família, reforçando a importância do convívio intergeracional durante o descanso.
Reservas antecipadas e prioridade ao descanso mental
No momento de organizar a viagem, a antecedência e a tecnologia são fatores decisivos. Quase metade dos entrevistados (49%) começa a preparar as férias entre três a seis meses antes da partida para garantir melhores preços. As plataformas digitais (como Booking ou Airbnb) voltam a ser a ferramenta principal de reserva para 46% dos consumidores.
Quanto aos objetivos para as férias, 31% aponta o puro descanso como a prioridade, seguido da visita a pontos turísticos (22%) e da descoberta da gastronomia local (18%).
A preocupação em “desligar” do trabalho é também cada vez mais evidente: embora a hiperconectividade ainda afete parte da população, 31% afirma que nunca trabalha durante as férias e 36% garante que consegue desligar das tarefas profissionais na maioria das vezes.





