A Madeira alcançou em 2025 os melhores resultados de sempre no alojamento turístico coletivo, ao receber 2,4 milhões de hóspedes e contabilizar 12,7 milhões de dormidas, de acordo com os dados divulgados pela Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM).
Face a 2024, o número de hóspedes cresceu 9%, enquanto as dormidas aumentaram 8,3%, refletindo a continuidade da procura pelo destino. As estatísticas abrangem a hotelaria, o turismo em espaço rural e os estabelecimentos de alojamento local com mais de 10 camas.
O desempenho do setor traduziu-se também num aumento das receitas. Os proveitos totais ascenderam a 887,1 milhões de euros, mais 16,6% do que no ano anterior, enquanto os proveitos de aposento atingiram 637 milhões de euros, representando uma subida de 17,8%.
Os indicadores de rentabilidade acompanharam esta evolução. O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) fixou-se nos 97,03 euros, mais 16,2% em termos homólogos, e a tarifa média diária (ADR) alcançou os 123,86 euros, um crescimento de 13,3%.
A hotelaria manteve-se como o principal segmento do alojamento turístico regional, concentrando 1,6 milhões de hóspedes e 8,6 milhões de dormidas. Ainda assim, a sua quota no total das dormidas do alojamento coletivo desceu para 67,8%, o valor mais baixo registado até à data.
Em sentido inverso, o alojamento local voltou a reforçar o seu peso na oferta turística da região, registando um crescimento de 18,7% nas dormidas, para 3,8 milhões, passando a representar cerca de 30% do total.
Já o turismo em espaço rural e de habitação contabilizou 288,2 mil dormidas, mais 4% do que em 2024, enquanto o segmento de time-sharing registou uma quebra de 8,2%, terminando o ano com 524,5 mil dormidas.





