Estoril-Sol adia contas de 2025 pela terceira vez

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A Estoril-Sol voltou a adiar, pela terceira vez, a apresentação dos seus resultados financeiros referentes ao ano de 2025, estabelecendo agora o dia 20 de julho como a data limite para a divulgação.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa justificou o novo atraso explicando que, apesar dos esforços desenvolvidos pela administração e restantes equipas envolvidas, ainda não foi possível encerrar o processo de aprovação e divulgação das demonstrações financeiras consolidadas do exercício que findou a 31 de dezembro de 2025.

O Conselho de Administração assegurou que avançará com a publicação da informação assim que for viável, antecipando este novo prazo após falhar as metas anteriores. A empresa já tinha admitido a 29 de abril que não conseguiria cumprir o prazo legal, estimando na altura fechar as contas em três semanas, prazo que voltou a esticar em maio, quando apontou o dia de hoje como nova referência.

De acordo com as explicações avançadas anteriormente pela Estoril-Sol, este impasse contabilístico deve-se, essencialmente, a dois fatores de grande complexidade. O primeiro prende-se com os efeitos resultantes do termo da concessão do Casino da Póvoa; o segundo diz respeito ao reconhecimento atualizado do valor de imparidade relativo às concessões de jogo no Estoril e em Lisboa, que estão sob a alçada da sua subsidiária Estoril Sol (III) – Turismo, Animação e Jogo.

Este clima de incerteza e arrastamento de prazos surge numa altura desafiante para o grupo, que em 2024 viu os seus resultados líquidos consolidados sofrerem uma forte degradação, caindo de um lucro expressivo de 13,4 milhões de euros obtido em 2023 para um prejuízo de 4,8 milhões de euros.

Além disso, as receitas de jogo totais do grupo, que englobam a atividade nos casinos físicos e na vertente online, fixaram-se nos 211,6 milhões de euros no ano anterior, o que representou uma quebra global de 2% no negócio.