Os operadores marítimo-turísticos do Douro afetados pelas restrições associadas ao Air Invictus vão receber uma compensação financeira pelos prejuízos causados durante a realização do evento, anunciou a organização do festival aeronáutico.
Num comunicado assinado pelo diretor do Air Invictus, Luís Castro, é referido que foi alcançado um entendimento com a Associação das Atividades Marítimo-Turísticas do Douro (AAMTD), que representa as empresas com atividade entre as pontes da Arrábida e D. Luís I. O acordo, alcançado no final de maio e formalizado na semana passada, prevê o pagamento de um valor compensatório individual a cada operador.
Segundo a organização, a medida surge na sequência das limitações impostas pelas autoridades competentes à navegação no rio durante os dias do evento. O Air Invictus destacou ainda o clima de cooperação que marcou as negociações, considerando que este entendimento poderá abrir caminho a futuras iniciativas no Douro.
A solução surge depois de a AAMTD ter manifestado publicamente preocupação com os impactos da iniciativa na atividade das empresas do setor. A associação alertou para perdas económicas e para as dificuldades em gerir programas vendidos com vários anos de antecedência a clientes internacionais.
O Air Invictus arranca na sexta-feira e prolonga-se até domingo, reunindo exibições aéreas, demonstrações acrobáticas, espetáculos de drones e concertos nas cidades do Porto, Vila Nova de Gaia, Maia e Matosinhos. Ao todo, estão previstos 15 eventos.
Apresentado no final do ano passado, o festival conta com um apoio de 3,89 milhões de euros do Turismo de Portugal e com mais 1,5 milhões de euros assegurados pelas quatro autarquias envolvidas. Na altura, o ministro da Economia, Castro Almeida, estimou que a iniciativa possa gerar mais de 100 milhões de euros em receitas.





