Extras dos passageiros passam a gerar mais receita do que o transporte de carga

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Os serviços adicionais vendidos pelas companhias aéreas deverão tornar-se, em 2026, uma fonte de receita superior ao transporte de mercadorias, segundo as mais recentes previsões da Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA).

A organização estima que a faturação proveniente de produtos e serviços complementares aos bilhetes, como escolha antecipada de lugares, bagagem, refeições a bordo e outras opções pagas pelos passageiros, alcance os 165 mil milhões de dólares este ano, o que representa um crescimento de 12,6%.

Com este desempenho, as receitas associadas aos chamados serviços auxiliares ultrapassam as da carga aérea, que deverão situar-se nos 162 mil milhões de dólares, apesar de também registarem uma evolução positiva de 7,2%.

A IATA considera que esta tendência reflete o esforço das transportadoras para reforçar as receitas por cliente num contexto marcado pela forte pressão dos custos, sobretudo ao nível do combustível.

No segmento da carga, a associação prevê um crescimento reduzido dos volumes transportados ao longo do ano. Ainda assim, a faturação deverá beneficiar da subida das tarifas médias, invertendo a tendência de queda registada nos últimos anos.

Entre os principais fatores de pressão para a indústria continua a destacar-se o aumento dos custos energéticos. A IATA prevê que a despesa global das companhias aéreas com combustível atinja os 350 mil milhões de dólares em 2026, valor que compara com os 252 mil milhões registados no ano anterior.

As projeções apontam para um preço médio do petróleo Brent de 95 dólares por barril e para um valor médio de 152 dólares por barril no caso do combustível de aviação. Apesar da escalada dos preços, a associação sublinha que muitas transportadoras mantêm mecanismos de cobertura financeira para atenuar parte do impacto das oscilações do mercado.