Os aeroportos dos Açores receberam 186.824 passageiros em maio, menos 12,7% do que no mesmo mês de 2025, prolongando a tendência de quebra no tráfego aéreo que se verifica desde o início do ano. Os dados foram divulgados pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA).
Trata-se do quinto mês consecutivo de descidas homólogas no número de passageiros desembarcados na região. Nos dois últimos meses, período que coincidiu com a saída da Ryanair do mercado açoriano, a redução ultrapassou os 12%.
Os voos interilhas continuaram a representar a maior fatia do movimento de passageiros, com 81.790 desembarques, equivalentes a 43,8% do total registado em maio. Seguiram-se as ligações com o continente português e a Madeira, responsáveis por 76.751 chegadas (41,1%), enquanto os voos internacionais somaram 28.283 passageiros, correspondendo a 15,1%.
As maiores quebras foram registadas nas ligações territoriais e internacionais, cujos desembarques diminuíram 17,6% e 16,3%, respetivamente. Já o tráfego interilhas apresentou uma redução mais moderada, de 6,1%.
Entre as nove ilhas do arquipélago, apenas o Corvo registou uma evolução positiva, com um crescimento de 27,5% no número de passageiros face a maio do ano passado. Em sentido contrário, São Miguel apresentou a descida mais expressiva, de 16,3%, seguida pela Terceira (-9,6%), São Jorge (-8,8%) e Flores (-8,2%). Também Santa Maria (-7,3%), Faial (-4,7%), Graciosa (-3,9%) e Pico (-2,9%) registaram recuos.
Apesar da quebra, São Miguel continuou a concentrar a maioria do tráfego aéreo da região, com 108.302 passageiros desembarcados, o equivalente a 58% do total. A Terceira ocupou a segunda posição, com 38.355 passageiros (20,5%), seguida pelo Faial, com 12.779 (6,8%), e pelo Pico, com 10.170 passageiros (5,4%).
Também o número de passageiros embarcados apresentou uma evolução negativa. Em maio, partiram dos aeroportos açorianos 184.184 passageiros, menos 12,3% em comparação com igual período de 2025. A redução foi mais acentuada nas ligações com o continente e a Madeira, onde os embarques caíram 18,3%, e nos voos internacionais, que recuaram 14,3%. Nas ligações interilhas, a descida foi de 5,3%, num total de 82.664 passageiros.





