A Wizz Air fechou o exercício fiscal de 2025/2026 com um lucro líquido de apenas 1,3 milhões de euros, um resultado que contrasta com os 214 milhões de euros registados no ano anterior, apesar do crescimento da atividade da companhia.
Durante o período encerrado em 31 de março, a transportadora húngara transportou um número recorde de 69,7 milhões de passageiros, o que contribuiu para uma subida de 8% das receitas, que ascenderam a 5.691 milhões de euros. A taxa média de ocupação dos voos situou-se nos 90,7%.
No entanto, o aumento dos custos operacionais acabou por penalizar os resultados. As despesas da companhia cresceram 8,9%, atingindo 5.551 milhões de euros.
Enquanto o EBITDA aumentou 16,2%, para 1.318 milhões de euros, o resultado operacional recuou 16,6%, fixando-se em 139,7 milhões de euros.
No final de março, a Wizz Air dispunha de uma posição de caixa de 2.126 milhões de euros, mais 22,5% do que um ano antes, enquanto a dívida líquida permaneceu praticamente estável, em 4.941 milhões de euros.
Segundo o presidente executivo da companhia, Jozsef Varadi, as decisões estratégicas tomadas ao longo do exercício permitiram reforçar a capacidade da empresa para enfrentar períodos de instabilidade, nomeadamente os desafios que afetaram o setor da aviação nos últimos meses devido à situação no Médio Oriente.
Durante o segundo trimestre do exercício, a transportadora encerrou a sua base operacional em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e terminou também as operações em Viena, na Áustria.
Face à atual conjuntura geopolítica e à incerteza em torno da evolução do conflito no Médio Oriente e do estreito de Ormuz, a Wizz Air optou por não avançar com projeções para o exercício de 2026/2027.
Para os próximos meses, a companhia pretende concentrar-se nos seus mercados principais, recuperar a plena utilização da frota, controlar os custos e continuar a investir em aeronaves, recursos humanos e capacidades comerciais, com vista a sustentar o crescimento a longo prazo.





