Algumas das principais associações de viagens do Reino Unido estão a pedir que o Sistema Europeu de Entrada/Saída (EES) seja suspenso durante o verão, com o objetivo de evitar “longas filas” e grandes danos à reputação dos destinos turísticos, alertando que “são urgentemente necessárias melhorias”.
Numa carta conjunta, Mark Tanzer, diretor executivo da Associação de Agentes de Viagens e Operadores de Turismo do Reino Unido (ABTA), e Tim Alderslade, diretor executivo da Airlines UK, destacam que as férias de maio — período em que o EES já estava em vigor — deixaram claro que ainda faltam tomar medidas urgentes para que este sistema funcione de forma correta, temendo que a situação piore drasticamente durante a alta temporada de verão.
Os responsáveis enfatizam que, embora apoiem os objetivos do sistema, tais como a digitalização e a melhoria da segurança das fronteiras na Europa, este processo deve ser equilibrado com a eficiência operacional. Acrescentam ainda que, se o EES for implementado de forma inadequada, existe um risco real de prejudicar a reputação da Europa e comprometer a própria segurança dos viajantes.
Por isso, defendem uma abordagem mais pragmática e a aplicação das medidas de contingência previstas na legislação para evitar a formação de longas filas, pelo menos até ao final de outubro. Estas medidas incluem a suspensão temporária dos controlos nos momentos de maior afluência, o aumento de pessoal nas fronteiras ou a implementação de sistemas de validação eletrónica para permitir um processamento mais rápido.
Perante este cenário, a ABTA e a Airlines UK, juntamente com as suas congéneres nos Estados Unidos e no Canadá, incluíram este pedido numa carta enviada a todos os países do Espaço Schengen, à Comissão Europeia e às embaixadas britânicas no exterior.
Tanzer e Alderslade reiteraram que estas medidas continuam a ser críticas para garantir que a época alta do verão decorra com o mínimo de interrupções possível, adiantando que entrarão em contacto com os parceiros em toda a Europa nos próximos dias para reforçar esta preocupação.





