A RENA – Associação das Companhias Aéreas em Portugal considera que os reforços implementados nos aeroportos nacionais ajudaram a reduzir os constrangimentos no controlo de fronteiras, mas avisa que a pressão poderá voltar a aumentar nos meses de julho e agosto.
Em declarações ao podcast LusaExtra, o diretor executivo da associação, António Moura Portugal, defendeu que Portugal deve preparar novas medidas para enfrentar o pico da procura turística e assumir uma posição mais ativa junto das instituições europeias.
Segundo o responsável, os reforços de meios humanos e tecnológicos introduzidos pelo Governo e pela ANA Aeroportos melhoraram o funcionamento dos aeroportos, mas não eliminam o risco de novos congestionamentos durante a época alta.
A associação defende que o país deve intervir em Bruxelas para garantir a continuidade dos mecanismos de flexibilidade associados ao Sistema de Entrada e Saída da União Europeia (EES), que permitiram atenuar os impactos da implementação do novo modelo de controlo fronteiriço.
Nos últimos meses, a entrada em funcionamento do EES provocou longas filas nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, devido à recolha de dados biométricos e ao registo digital dos passageiros oriundos de países terceiros.
Para responder à situação, foram reforçados os recursos humanos, instalados novos equipamentos e criada a possibilidade de suspender temporariamente a recolha de dados biométricos quando os tempos de espera se tornam excessivos.
A RENA considera, contudo, que estas soluções poderão não ser suficientes durante o verão e defende que Portugal deve liderar, a nível europeu, a discussão sobre medidas que permitam evitar novos constrangimentos num setor considerado estratégico para a economia nacional.
Apesar dos alertas da associação, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, mostrou-se recentemente confiante na capacidade dos aeroportos portugueses para responder ao aumento da procura durante os próximos meses.





