TAP reduz prejuízo para 39,9 milhões no 1.º trimestre com receitas em máximos

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A TAP Air Portugal fechou o primeiro trimestre de 2026 com um prejuízo de 39,9 milhões de euros, menos 68,3 milhões face ao período homólogo, impulsionada pelo crescimento das receitas e pela melhoria da performance operacional.

Segundo os resultados divulgados esta segunda-feira pela companhia, as receitas operacionais aumentaram 11% para 914,4 milhões de euros, sustentadas sobretudo pelo desempenho das receitas de passagens, que cresceram 10,4% para 810,3 milhões de euros, beneficiando da subida da capacidade e da melhoria das receitas unitárias.

No período entre janeiro e março, a TAP transportou 3,7 milhões de passageiros, mais 6,4% em comparação com o primeiro trimestre de 2025, com destaque para os mercados da América do Sul e da América do Norte, que registaram crescimentos de cerca de 15% e 10%, respetivamente.

A capacidade da companhia, medida em ASK, aumentou 3,9%, enquanto o tráfego, medido em RPK, subiu 10,2%, permitindo uma melhoria de 4,8 pontos percentuais na taxa de ocupação, que atingiu 83,5%.

O EBITDA recorrente fixou-se em 95,5 milhões de euros, uma melhoria de 92,6 milhões face ao período homólogo, enquanto o EBIT recorrente melhorou 83,1 milhões para -36,1 milhões de euros.

A TAP destacou ainda o crescimento de 31,8% das receitas da área de manutenção para terceiros, que atingiram 58,4 milhões de euros, refletindo a prestação de serviços de maior valor acrescentado e os constrangimentos persistentes nas cadeias de abastecimento do setor aeronáutico.

Os custos operacionais recorrentes aumentaram apenas 0,8%, para 950,5 milhões de euros, pressionados sobretudo pelos custos com pessoal e materiais consumidos em manutenção. Ainda assim, os encargos com combustível recuaram 16,1%, beneficiando de ganhos de hedging.

A 31 de março, a companhia apresentava uma posição de liquidez de 879,8 milhões de euros, mais 114,4 milhões do que no final de 2025, enquanto o rácio de dívida financeira líquida sobre EBITDA melhorou para 2,2 vezes.

Durante o trimestre, a TAP recebeu um novo Airbus A320neo e prosseguiu a expansão da operação transatlântica, retomando também várias rotas sazonais de verão.

No comunicado, o CEO da companhia, Luís Rodrigues, afirmou que os resultados demonstram a “capacidade da companhia para executar com disciplina” num contexto “muito desafiante”, marcado pela subida dos preços do combustível, constrangimentos nas cadeias de abastecimento e dificuldades operacionais associadas à implementação do sistema europeu Entry/Exit nos aeroportos.

A companhia admitiu ainda esperar maior pressão dos custos com combustível nos próximos trimestres, garantindo, contudo, que continuará focada na gestão da capacidade, controlo de custos e otimização das receitas.